quarta-feira, 29 de junho de 2016


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80 ANOS DE HERMETO PASCOAL

AOS 80 ANOS E POSSUINDO MAIS DE 8 MIL MÚSICAS, HERMETO É UM EXEMPLO DE ARTISTA COMPLETO: DOMINA VÁRIOS INSTRUMENTOS E DE QUALQUER OBJETO ARRANCA MELODIAS.
*Da Redação

Hermeto Pascoal nasceu em Lagoa da Canoa, Alagoas. Aos 10 anos começou a tocar acordeom e pandeiro com seu irmão José Neto em festas e casamentos. No início da década de 1950, Hermeto mudou-se para Recife e começou a tocar na Rádio Tamandaré. Logo foi levado por Sivuca, que já era um conhecido músico, para integrar a Rádio Jornal.  Em 1958 mudou-se para o Rio de Janeiro onde começou a tocar acordeom em hotéis e boates. Em São Paulo, na década seguinte, despontou nos festivais de música da Record. Com seu recém-formado Quarteto Novo, grupo que misturava o baião ao jazz, venceu a edição de 1967 interpretando “Ponteio”, ao lado de Edu Lobo e Marília Medalha. Em 1979, foi destaque do Festival de Montreux, na Suíça, na apresentação que deu origem ao álbum duplo “Hermeto Pascoal Ao Vivo”. O show chegou a seu ápice num momento catártico ao lado de Elis Regina e ao som de “Corcovado” - a jam session entrou para a história da música.

Autodidata, Hermeto aprendeu vários instrumentos ao longo de sua vida e sempre explorou as possibilidades de musicalidade. O músico afirma que apenas aos 41 começou a ler e registrar suas músicas nas partituras permitindo, assim, compor muito mais. Dentre seu repertório estão forrós, frevos, maxixes, sambas, jazz, choros e outros estilos misturados livremente. Nesse tempo, fez coisas que ninguém pensaria em fazer... Tocou gigantescos instrumentos lúdicos, apresentou-se de dentro de uma piscina montada num palco, levou porcos a um estúdio de gravação, lutou boxe com Miles Davis, e, durante um ano inteiro, registrou uma composição por dia - reunidas no “Calendário do Som”, livro de 414 páginas lançado em 1999. 

Aos 80 anos, o músico reveza apresentações com cinco formações diferentes: Hermeto Pascoal e Grupo, Hermeto Pascoal e Aline Morena, Hermeto Pascoal Solo, Hermeto Pascoal e Big Band e Hermeto Pascoal e Orquestra SinfônicaPara comemorar os 80 anos está sendo realizado um calendário de eventos no Rio de Janeiro, Estado onde mora atualmente, para homenagear este que é um dos maiores instrumentistas do país.



FONTES: 
www.nexojornal.com.br
causaoperaria.org.br

SAIBA MAIS SOBRE HERMETO PASCOAL:
http://www.hermetopascoal.com.br/

HELOISE AMORIM

Encantada pela música desde a infância!   

* Da Redação

O  começo...
Nascida em 8 de Setembro de 1990, não demorou para Heloise Amorim mostrar seu talento, vocação e facilidade para a música. Aos 7 anos, começou a brincar com um tecladinho de brinquedo que sua mãe havia dado de presente e já tirava músicas de ouvido. Quando se deparava diante de um piano, simplesmente chegava e tocava com suavidade, já agradando aos ouvintes. Suas preferências musicais vão de Mozart, Bach, Frédéric Chopin, a Myles Kennedy, Matt Shadows, Chris Cornell, Guns n Roses, Avenged Sevenfold, Queen, Audioslave, Slash, DIO, entre outros.



O  piano...
Foi com Klaus Khunast, aos 11 anos, que Heloise descobriu de vez que o piano seria seu instrumento preferido e, partir daí, começou seus passos rumo ao objetivo de se tornar uma pianista completa. Aos 14 anos iniciou seus estudos regulares de Piano Clássico no Conservatório Musical Ernesto Nazareth, onde também se formou em Teoria e Harmonia Musical. Situada no bairro da Mooca, em São Paulo, a instituição é de grande importância para o cenário musical no Brasil. Sua primeira professora foi Silmara Pandolfelli. Estudiosa e dedicada, Heloise logo conquistou destaque no Conservatório sendo sempre chamada para tocar nas audições. De 2011 a 2012, estudou piano erudito e popular no NAM.

Nos  Vocais...
Desde 2013 até hoje, Heloise tem aulas de técnica vocal com Edu Galdin, professor de canto e vocalista da conhecida banda Shayrot, explorando a essência do verdadeiro rock'n roll. Sobre Heloise nos vocais, uma de suas principais características é sua grande extensão vocal, principalmente as notas graves que a maioria dos vocais femininos não tem.

A  profissão...
Em sua jornada no mundo da música, Heloise já passou por diversas bandas e gêneros musicais como tecladista, tais como axé, gospel, pop, sertanejo, o que lhe trouxe experiência e aprofundou o conhecimento do mercado musical. Em 2010, atuou como tecladista e arranjadora na banda Batucaxé. Tempos depois decidiu dedicar-se ao estilo que mais gosta, o Rock n' Roll. De 2013 a 2014, atuou no Terças Musicais do Restaurante Quattrino, na Rua Oscar Freire, como pianista / tecladista acompanhante do cantor Fábio Rabello. Em 2014, atuou como vocalista e pianista na banda R.O.U. Em 2015, foi tecladista e backing vocal na banda Elefante Branco. Atualmente tem se dedicado aos estudos e à sua carreira solo, onde faz composições em inglês e português. Suas influências do piano clássico e do Heavy Metal trazem obras bem originais e agradáveis aos ouvidos. 


Contato: heloiseamorim@yahoo.com.br 

SAIBA MAIS SOBRE HELOISE AMORIM:

NACIONALISMO NA  Música erudita - Parte 1 

AS MARCAS CULTURAIS DE CADA POVO ESTÃO GRAVADAS NAS SUAS MAIS DIVERSAS MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS E, SOBRETUDO, NA MÚSICA. FOI A PARTIR DO FINAL DO SÉCULO XIX QUE NOTADAMENTE OS COMPOSITORES ERUDITOS SENTIRAM A NECESSIDADE DE TRAZER ESSAS MARCAS PARA DENTRO DE SUA MÚSICA, RESULTANDO EM DIVERSOS MOVIMENTOS NACIONALISTAS. 


 * Por Sergio Ferraz

Dificilmente algum compositor erudito que vivesse em algum lugar da Europa no final do século XIX conseguiria livrar-se da influência de Richard Wagner. A obra de Wagner, por meio das suas técnicas de harmonia expandida com suas complexas alterações cromáticas de acordes, constante mudança de tonalidade e leitmotiv, deu o primeiro passo na direção da música que iria surgir a partir de 1890 e reafirmou, mais uma vez, a supremacia da música alemã.

Essa supremacia alemã passou também a ser vista como uma ameaça à música dos compositores de outros países como os do leste europeu e também Rússia, Espanha, Inglaterra, França, Estados Unidos e América Latina. Nesses lugares, os compositores cada vez mais voltaram o seu olhar para os elementos étnicos do seu povo, buscando os motivos musicais para uma música genuinamente nacional e, portanto, serem reconhecidos também como compositores com sua própria identidade musical.

É bom lembrar que isso não era, de fato, uma novidade na música. Os compositores de meados do século XIX já tinham usado elementos folclóricos em suas músicas no intuito de dar um colorido exótico às suas composições, como é o caso, por exemplo, das Polonaise de Chopin, ou das Rapsodias Húngaras, de Liszt. Porém, nesses casos, os elementos étnicos eram bastante filtrados para poder encaixar-se ou adaptar-se aos compassos usuais no caso de motivos rítmicos, e as melodias adaptadas às tonalidades maior/menor vigente naquela época.

Diferentemente com os nacionalistas, os motivos melódicos e rítmicos que eram extraídos da música popular levaram os compositores a quebrarem com o uso dos compassos tradicionais, bem como em muitos casos a harmonia tonal fora substituída pela modal, conferindo uma personalidade bastante própria e inovadora a essa música.

Rússia, o grupo dos cinco...

Ao lado, o grupo dos cinco (de cima para baixo): 
Mily Balakirev, César Cui, Alexander Borodin, 
Modest Mussorgsky e Nikolai Rimsky-Korsakov.


Durante boa parte do século XIX, a música erudita que era ouvida neste país vinha de compositores italianos, franceses e, sobretudo, alemães. O primeiro grande compositor reconhecido dentro e fora da Rússia com uma música genuinamente russa foi Mikhail Glinka (1804-1857). A ópera “Uma vida pelo Czar” de 1836, firmou o nome de Glinka no hall dos grandes compositores e, embora essa ópera tenha ainda uma forte influência da ópera italiana e francesa, o caráter russo é fortemente destacado. 

Mas foi próximo à virada do século XIX que surgiu um grupo de compositores comprometidos fortemente com a ideia nacionalista para uma música russa. O Moguchay Kuchka, ou “o grupo dos cinco” era formado por Mily Balakirev (1837-1910), Alexander Borodin (1833-1887), César Cui (1835-1918), Modest Musorgsky (1839-1881) e Nicolai Rimsky-Korsakov (1844-1908).

Desses cinco compositores apenas Balakirev foi o único que teve formação musical em escola. O grupo dos cinco realizava reuniões sistemáticas onde se auto instruíam e rejeitaram o Conservatório de São Petersburgo por julgarem uma instituição de ensino musical germanista doutrinadora.

Balakirev usou melodias populares no poema sinfônico Rússia, de 1887, e na fantasia para piano Islamey, de 1869. Borodin, que era químico de profissão e, na juventude, tinha um forte interesse na música de Mendelssohn, foi convertido por Balakirev à música russa e tornou-se um ardente nacionalista. As obras mais importantes de Borodin são a 2ª Sinfonia em Si menor de 1876, o Segundo Quarteto de Cordas em Ré maior de 1885, o esboço sinfônico Na Ásia Central de 1880, e a ópera Príncipe Igor, concluída após sua morte por Rimsky-Korsakov e estreada em 1890.

Certamente, o mais famoso compositor do grupo dos cinco, ao lado de Rimsky-Korsakov, foi Modest Musorgsky. Musorgsky recebeu de Balakirev grande parte da sua formação musical. Suas obras mais importantes são a fantasia sinfônica Uma noite no Monte Calvo de 1867; os ciclos de canções Sem Sol de 1874, Canções e danças da Morte de 1875, as óperas Boris Godunov de 1874 e Khovanshchina, que foi concluída por Rismky-Korsacov e estreada em público em 1897. 

O grupo de rock progressivo inglês Emerson, Lake & 
Palmer fez uma versão progrock, popularizando o 
compositor russo Mussorgsky entre o público jovem.

Mas, certamente, a mais famosa de todas as suas peças é a série para piano Quadros de uma Exposição, de 1874. Essa peça mais tarde foi orquestrada por Maurice Ravel (1875-1937) e nos anos de 1970 o grupo de rock progressivo inglês Emerson, Lake & Palmer fez uma versão progrock, popularizando o compositor russo entre o público jovem.



Segundo alguns pesquisadores, foram os russos os responsáveis pela introdução da modalidade no vocabulário harmônico da música europeia, tendo esse aspecto exercido grande importância na música feita no início do século XX. De acordo com Donald Grout e Claude Palisca, Musorgsky foi um dos mais originais e revolucionários dos compositores no campo da harmonia.  Grout e Palisca citando Abraham, diz que Musorgsky, “livre dos hábitos tradicionalmente aceitos e pouco habituado a utilizar as fórmulas padronizadas, viu-se obrigado a trabalhar longamente ao piano as suas harmonias audaciosas, novas, ásperas, mas curiosamente certas, para as quais, como para seus ritmos, poderá ter recorrido às reminiscências do canto popular polifônico”. 

O compositor francês Claude Debussy (1862-1918), ficou impressionado com o uso que Musorgsky faz das progressões harmônicas não funcionais em O Konchen Praedny. Dessa peça Debussy extraiu o motivo de acompanhamento para sua famosa obra Nuages.

Outro grande compositor do grupo dos cinco, Rimsky-Korsakov é uma espécie de elo entre essa geração, e os compositores russos do início do século XX. Ele foi a figura que puxou um novo movimento de jovens músicos russos na década de 1880. 

Korsakov aos poucos afastou-se do ciclo de Balakirev, indo em direção a um estilo e métodos de recursos mais amplos e mais ecléticos, porém ainda fortemente nacionalista. Foi professor do Conservatório de São Petersburgo e exerceu também atividade como maestro, sendo também mestre de Igor Stravinsky (1882-1971) e Glazunov (1865-1936). 
"Segundo alguns pesquisadores, foram os russos os responsáveis pela introdução da modalidade no vocabulário harmônico da música europeia, tendo esse aspecto exercido grande importância na música feita no início do século XX." - Sergio Ferraz
Rimsky-Korsakov escreveu sinfonias, música de câmara, coros e canções. Dentre sua vasta obra destacam-se  Capricho Espanhol de 1887, a suíte sinfônica Scherazade, de 1888 e  Abertura de Páscoa Russa, de 1888.

Ainda no final do século XIX, podemos ver em diversos países da Europa, compositores que inclinaram-se na direção do nacionalismo, buscando em suas raízes elementos para suas composições. Tal como vimos na Rússia, também na República Tcheca temos Bedrich Smetana (1824-1884) e Antonin Dvorak (1841-1904). 

O nacionalismo de Smetana e Dvorak evidencia-se principalmente na escolha de temas nacionais para música programática e as óperas. Outro compositor tcheco de tendência exclusivamente nacionalista foi Leos Janacek (1854-1928). Janacek, a partir de 1890, renunciou deliberadamente aos estilos da Europa ocidental. Assim como Bartók e, antes dele, Janacek dedicou-se incansavelmente à pesquisa da música popular Tcheca, desenvolvendo seu estilo a partir de ritmos e inflexões da fala e do canto dos camponeses morávios. 

Continua...


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* Sergio Ferraz é violinista, tecladista e compositor. Bacharel em música pela UFPE, possui seis discos lançados até o momento. Também se dedica a composição de músicas Eletroacústica, Concreta e peças para orquestra, além de ser colunista da Revista Keyboard Brasil.

 
   



O METAL PROGRESSIVO DA BANDA FINLANDESA HUMAVOID

* Por Thiago Marques 


A banda HUMAVOID da Finlândia é composta por:
Suvimarja Halmetoja – vocais & teclas
Niko Kalliojärvi – guitarra & vocais
Samuli Hyttinen – guitarra
Jan From – baixo
Aleksi Kallio – bateria 

Após o lançamento de seu bem recebido EP “Glass”, a banda HUMAVOID da Finlândia tem dado sua própria cara ao metal progressivo. Com influências que vão desde o metal extremo até o piano moderno e jazz fusion, o grupo combina muito bem a polirritmia de seus grooves com uma harmonia rica e bem elaborada.

O vocal é alternado entre linhas cristalinas da vocalista e pianista Suvimarja Halmetoja; e o rosnado gutural; marca registrada do guitarrista e vocalista Niko Kalliojärvi (Amoral, ex-Tracedawn). Estas características definem bem o padrão da banda que, em geral, apresenta músicas com levadas pesadas e coesas, mesmo com complexidade subjacente do gênero.

Tendo alcançado o status de “álbum da semana” na webzine finlandeza “Imperiumi.net” e “banda do mês” na “Inferno Magazine” juntamente com resenhas fascinadas pelo trabalho do grupo, é óbvio que o Humavoid está sendo bem sucedido na tarefa desafiadora de moldar músicas complexas e ao mesmo tempo cativantes em uma sonoridade fácil de distinguir.

Após o lançamento de “Glass” a banda também produziu dois videoclipes, onde um deles bateu a marca de 100.000 views em menos de seis meses no canal “Metal Monks” do YouTube.

Em 2016, a banda continua com sua agenda de shows e compondo novo material, enquanto procura por um selo de distribuição, um novo agente e parceiros que possam levar o seu som para um público cada vez  mais  amplo.


CONTATO: contact@humavoid.com

* O músico Thiago Marques é professor, endorsee na empresa LYCO e tecladista na empresa GranDense. 



O QUE A FÓRMULA DE BHASKARA TEM A VER COM A MÚSICA?

VAMOS CONTINUAR NOSSO PROCESSO DE REFLEXÃO SOBRE O MUNDO DA MÚSICA? 

* Por Luiz Carlos Rigo Uhlik 


Você lembra da Fórmula de Bhaskara? Afinal de contas, por que é que estudamos fórmulas matemáticas, teoremas, uma infinidade de elementos físicos e químicos durante os anos de escola fundamental, se não utilizamos para nada estes conhecimentos?

A resposta é simples e, infelizmente, não é a resposta que tenho escutado de educadores. Você aprende as fórmulas matemáticas, físicas, químicas, etc. simplesmente porque isso aguça o seu raciocínio.

Quando você trabalha com regra de três, o objetivo não é fazê-lo um “expert” em matemática, mas, sim, fazê-lo raciocinar de forma segura e completa. E você vai precisar deste raciocínio no seu dia a dia, na solução dos problemas que vão surgindo no contato com a vida, com as pessoas, com o meio, com o mundo...

Para quem quer aprender música o pensamento é o mesmo. Você precisa aprender a raciocinar música para, então, se tornar um bom músico; profissional ou amador, tanto faz.

Então, aqui vai uma dica para quem quer iniciar no maravilhoso mundo da música: Aprenda a tocar Teclado Arranjador! Somente no Teclado Arranjador os três elementos musicais, Melodia, Harmonia e Ritmo, estão em evidência em todos os níveis do aprendizado.

Nele, TODOS os instrumentos musicais estão disponíveis. E não estou falando de equipamentos sofisticados, não! Mesmo os teclados mais simples possuem, hoje, características extremamente profissionais, sons de boa qualidade, com fidelidade ao que a música realmente é, e exige.

Se você vai estudar saxofone, por exemplo, que é um instrumento de melodia, que envolve, basicamente, 1/3 do que representa a música no seu todo, é extremamente interessante você iniciar, antes de tudo, com o Teclado Arranjador. Você vai saber, de cara, o que é ritmo, o que é melodia, o que são os acordes. Acorde? Acorde!

Imagina você pegar o saxofone e tentar entender o que significa cada um dos componentes da música? Imagina você pegar um violino, uma flauta, um trombone, um baixo, um violão, até mesmo um piano, e tentar entender esses três elementos e aplicá-los às partituras que estão disponíveis por aí...

Certamente vai ser muito difícil. Os elementos, inicialmente, são confusos. Melodia? Escalas... Harmonia? Acordes... Ritmo? Pulsação... Então, vale a sugestão: Teclado Arranjador! Aprender Teclado Arranjador, antes de partir para o instrumento dos sonhos, é a melhor forma de ouvir e entender música. Simples, não?

Assim como na matemática, na química, na geografia, nas letras, todos os conhecimentos nos levam ao raciocínio, nos levam à sabedoria. Saber utilizá-los é o nosso desafio. Faça um exame de consciência e veja como foi importante a “Fórmula de Bhaskara”. Não para a solução de problemas matemáticos, mas para permitir que você tenha maior habilidade no trato e na solução de problemas comuns do seu dia a dia.

Avante!


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*Amante da música desde o dia da sua concepção, no ano de 1961,Luiz Carlos Rigo Uhlik é especialista de produtos e Consultor em Trade marketing da Yamaha do Brasil., além de colunista nas Revistas Keyboard Brasil e Música & Mercado.


INTENSA E RÁPIDA... JANIS JOPLIN 

UMA GAROTA DE 27 ANOS QUE TORNOU-SE O ÍCONE DE UMA ERA. NESTA TRAJETÓRIA TÃO RÁPIDA ELA CONSEGUIU MODIFICAR PADRÕES, SUBVERTER A ORDEM, EMPODERAR MULHERES. MORREU VÍTIMA DA HEROÍNA, SOZINHA, NO QUARTO DO HOTEL. JANIS LYN JOPLIN VIVEU NO LIMIAR, ATORMENTADA POR NÃO ESTAR COMPLETA EM NENHUM DOS AMBIENTES EM QUE HABITOU. ERA DEMAIS PARA O MUNDINHO PROVINCIANO E SUBMISSO DAS MULHERES DOS ANOS 60, MAS NÃO SER ACEITA NESTA SOCIEDADE FOI UM FARDO QUE ELA CARREGOU POR TODA SUA VIDA. 
* Por Marina Ribeiro 




Janis Joplin nasceu em 1943 na pequena e pacata Port Arthur, no Estado do Texas. Predestinada à carreira de professora, a ser popular na escola e ter o par perfeito no baile de formatura. Janis tentou se adaptar a esta realidade, até sentir-se excluída e juntar-se com a turma de outros alunos que não eram igualmente bem aceitos. Assume o papel de bad girl, rebelde, indisciplinada. Era parte do grupo que não compactuava com os valores hipócritas de cidade pequena. Eles cruzavam a fronteira com a Louisiania para ouvir blues e jazz. Passavam as noites de boate em boate em contato com a black music. Janis já ouvia blues desde pequena, gostava de Bessie Smith e Leadbelly. No Texas segregacionista isso era falta gravíssima.

Janis vai estudar Artes na Universidade do Texas, em Austin. Lá arranjou para cantar blues em um bar, o Threadgills, em troca de cerveja, o bar tornou-se seu segundo lar. Mas as coisas na Universidade não foram tão bem assim. O ambiente é hostil e uma fraternidade a elege o homem mais feio do campus. A garota com problema de autoestima fica profundamente abalada. Era hora de sair dali. A Califórnia parecia ser o lugar perfeito, onde ela poderia ser ela mesma, sem que ninguém a incomodasse.


"Faço amor com 25.000 pessoas no palco e vou para casa sozinha." - Janis Joplin 


São Francisco era uma cidade mais libertária onde florescera o movimento beatnik, com o qual Janis identificou-se rapidamente. Ela cantava em um bar chamado Coffee Galery, começou a namorar um rapaz conhecido como JP e entregou-se às drogas. Quando estava quase à beira da morte, resolveu admitir que precisava de ajuda e voltou para casa, no Texas. 

Pronto! Agora ela seria uma boa menina, dentro dos padrões da sociedade. De volta à faculdade, nunca mais drogas, música, boemia. Deixaria de cantar. Tudo de acordo com o que a mãe desejava. JP veio visitar a família e formalmente pediu a mão de Janis ao pai dela. Ela seria uma boa mãe e dona de casa. Estava preparando o enxoval e aguardando o noivo, que nunca apareceu. Mais uma vez aquela vida padronizada e pacata rejeitava Janis. 

Era hora de colocar o pé na estrada novamente. E o caminho passava por Austin. Com a ajuda do amigo Jim Langdom, que em outros tempos era do grupo que fugira para a Louisiania e, assim,  ela volta a cantar. Mas, no fundo,  tinha medo daquela vida, medo de que a música a levasse novamente às drogas. As performances em Austin tiveram repercussão e a Califórnia chamava Janis novamente. São Francisco tinha deixado para trás o movimento beatnik e está envolvida com uma nova droga, o LSD, muito presente no cenário musical. 

Janis foi convidada para ser a cantora na banda Big Brother and the Holding Company. Com ela no vocal, a banda foi ganhando repercussão. A voz, a inteligência, a presença de palco da cantora garantiram mais e mais sucesso. Em contrapartida, entre os rapazes da banda, Janis sentiu-se acolhida e feliz. Eram como uma família, Janis estava longe das drogas e tentava manter contato com os pais, escrevia regularmente para casa. 


Big Brother and the Holding Company  (da esquerda para a direita): David Getz, Janis Joplin, Sam Andrew, James Gurley e Peter Albin.

Críticas favoráveis começaram a surgir nos jornais. A luta de Janis era, no entanto, encontrar um lugar para ela própria naquele emaranhado de emoções. Ao mesmo tempo em que se sentia feliz pelo reconhecimento de seu talento, não conseguia superar a pouca autoestima. Era um contraste de ego e personalidade constante. Ela procurava um grande amor, um amor que pudesse conter toda a intensidade com que ela se atirava em seus projetos. Esta busca não se concretizava, e após muitas decepções, ela se relaciona com Peggy Caserta por um período de tempo. A entrega total em tudo o que fazia, era algo que nem todas as pessoas conseguiam entender. 

O movimento hippie tomava corpo na Califórnia, e Janis tornou-se o símbolo da contracultura. A típica menina classe média que deu as costas ao establishment. Faltava pouco para o sucesso, e este passo aconteceu no Festival de Monterrey em 1967. As apresentações da Big Brother foram um sucesso, mas a grande estrela foi Janis. O Festival de Monterrey revelou, na verdade, duas estrelas: Janis Joplin e Jimmy Hendrix. Com o sucesso vieram os contratos, um agente famoso, as viagens, o álcool e... A heroína. 

Com o sucesso vieram os contratos, um agente famoso, 
as viagens, o álcool e a heroína. 

Mas a crítica cada vez mais exaltava Janis, e não a banda. Em Nova Iorque, na gravação de Cheap Thrills, os desentendimentos vão se exacerbando. Por fim, culminam com um comentário do baixista Peter Albin durante um show em Mineapolis: após a execução de uma música, Janis respirava ofegante e ele disse ao microfone: “Bem-vindos ao show da Lassie”. Ele diminuía Janis em frente a audiência, comparando-a com um cachorro. Brigas no camarim. Acabou.

Por sugestão do agente, que considerou que ela precisava de músicos de qualidade e que tocassem para ela, as canções que ela desejasse, contratam o Kosmic Blues Band. As coisas, no entanto, não correram como o planejado, muitos metais na banda que competiam com o timbre de Janis, o público não aceitou bem, a crítica também não. Ela lutava com a sensação de culpa por abandonar o Big Brother and the Holding Company, com a falta de sucesso, e entregou-se com mais intensidade ao álcool e à heroína. Foram tempos de solidão e necessidade de aceitação. Ela disse: “faço amor com 25.000 pessoas no palco e vou para casa sozinha”. 

Mas Janis tinha determinação, e entregava-se de corpo e alma à música. Ambiciosa, desejava muito o sucesso. Em uma segunda tentativa, Janis contratou outra formação e conseguiu retomar o curso da carreira. A Full Tilt Boogie Band trouxe um período de paz e produtividade. Ela parecia feliz com o trabalho e com a vida. Ela era uma estrela, convidada para a TV, sucesso em shows. Dick Cavett, apresentador de um programa que convidou Janis para várias entrevistas perguntou o que ela pensava quando cantava. “Eu não penso, cara, eu sinto”. Essa era a essência de Janis Joplin, sentimento e entrega.

Sentia-se tão segura que decidiu voltar para Port Arthur na reunião de 10 anos de formatura. Ela esperava a aceitação, finalmente, depois de tantos anos. Ela era famosa agora. Mas a exuberância não combinou com os moldes conservadores da cidade. O aparato de jornalistas por toda a parte, as roupas extravagantes. Janis não cabia em Port Arthur antes, agora transbordou! Os pais saíram da cidade enquanto ela esteve lá. O grupo não a acolheu. Enfim, ela rompeu de vez com o passado. Irônico que o mundo percebeu que ela tinha algo mais e que seu talento era único, mas em “casa” só a aceitaram enquanto ela permaneceu pequena o suficiente para se encaixar nos moldes suburbanos. 

Janis Joplin quando participou do Woodstcok.

Seguiram para gravar o primeiro disco com a Full Tilt Boogie Band no Sunset Studios, em Los Angeles. Estava feliz com o resultado das gravações. Estava feliz com o grupo, sentia-se acolhida. Estava sem as drogas fazia 6 meses. Foi durante a gravação deste primeiro disco que Janis morreu. Uma garota de 27 anos. Numa recaída, por overdose de heroína. O disco Pearl foi lançado 4 meses depois de sua morte. Entre as músicas, “Buried Alive in the Blues”: 

“All caught up in a landslideBad luck pressing in from all sidesJust got knocked off my easy rideBuried alive in the blues.”







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* Marina Ribeiro é profissional de marketing, atua em comunicação digital e e-commerce e é colunista da Revista Keyboard Brasil. Mantém uma loja virtual de roupas infantis e escreve por prazer. Geminiana, seu maior desafio é manter o foco.


terça-feira, 28 de junho de 2016


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SAMUEL QUINTO E SUAS RECENTES CONQUISTAS

O MAESTRO SAMUEL QUINTO É O ÚNICO ARTISTA BRASILEIRO ELEITO MEMBRO DA REAL SOCIEDADE DE ARTES BRITÂNICA E DA NATIONAL FEDERATION OF MUSIC CLUBS SITUADA NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA.


* Por Heloísa Godoy Fagundes


Pianista, maestro, produtor, arranjador, escritor e educador musical, o brasileiro Samuel Quinto é considerado um dos maiores representantes do Latin Jazz na Europa, colecionando vitórias importantes para um músico brasileiro. Contudo, seu talento musical não se resume apenas ao Jazz. Samuel também passou a desenvolver o lado erudito. Inspirado em grandes compositores como Beethoven, Mozart, Bach, Tchaikovsky, Brahms entre outros, iniciou composições para acompanhamento em espetáculos de ballet, bem como para orquestra e coro. Também passou a  compor minuetos, hinos e tangos. 

Internacionalmente renomado, o maestro foi eleito recentemente como membro da Real Sociedade de Artes Britânica – Royal Society of Arts(RSA), cuja patrona é a Rainha Elizabeth II e a presidente da Sociedade é sua filha Princesa Real Anne Elizabeth Alice Louise. Samuel é o único músico brasileiro a fazer parte desta sociedade fundada em 1754 em Londres. Com um extenso currículo internacional, o maestro atualmente está vivendo em São Paulo.


Samuel Quinto lançou dois Cds de grande 
repercussão na europa: Latin Jazz Thrill, em
2007 e Salsa´n Jazz, em 2009. Em 2015, Samuel 
lançou o DVD Solo Performance Latin Jazz.

NFMC (National Federation of Music Clubs)

NFMC (National Federation of Music Clubs) é uma ONG norte-americana, membro das Nações Unidas desde 1949, que terá sua convenção nacional em 2016 na cidade de Tulsa, Oklahoma. Samuel Quinto será o primeiro estrangeiro a pertencer à ordem dos músicos do Estado da Pennsylvania, nomeado nesta conferência. Desde a sua fundação em 1898, o NFMC tem crescido como uma das maiores organizações do mundo da música com membros individuais de todas as idades. A NFMC oferece oportunidades de estudo musical, desempenho e apreciação para os mais de 135.000 idosos, estudantes e membros juniores em 6.500 clubes relacionados à música e organizações em todo o país norte-americano. Seus membros são formados por músicos profissionais e amadores, vocalistas, compositores, dançarinos, artistas, professores e estudantes de música. Dedicado a encontrar e promover jovens talentos musicais, a NFMC realiza festivais anuais júnior com mais de 117.000 participantes. Os membros da Federação trabalham para criar um ambiente musical e cultural dinâmicos em suas comunidades através da educação e patrocínio de eventos musicais. 

RSA (Royal Society of Arts)  

RSA – Royal Society of Arts (Real Sociedade de Artes Britânica) é uma comunidade internacional, fundada durante o Iluminismo por William Shipley, no ano de 1754, em Londres. O título de Royal (Real) foi concedido em 1847 e a permissão do título da realeza pelo rei Edward VII, em 1908. A crença de Shipley que a criatividade de ideias poderia enriquecer o progresso social foi refletida na diversidade de prêmios oferecidos pelo Sistema Award Premium. Durante os primeiros 100 anos, a Sociedade incentivou a inovação e a excelência através deste regime em seis áreas - agricultura, fabricação, química, mecânica, Artes, educação, manufatura e Comércio. Com mais de 20.000 (desde sua fundação) empreendedores e influenciadores de uma grande variedade de origem e profissões, que se distingue pelas letras FRSA, a comunidade possui entre seus membros, de empreendedores sociais, líderes comunitários, artistas, jornalistas, músicos, a arquitetos, engenheiros e muito mais. Entre seus inúmeros membros estão, além de Samuel Quinto – único brasileiro  –  Bob Dylan, Stephen Hawking, James Taylor, Charles Dickens, Adam Smith, Benjamin Franklin, Karl Marx, William Hogarth e John Diefenbaker. Atualmente, o patrono da RSA é a rainha Elizabeth II. A presidente é a princesa Anne Elizabeth Alice Louise, única filha da rainha e do Duque de Edinburg.  


Samuel Quinto, FRSA:
Maestro, pianista, compositor, produtor, educador e escritor. Membro da the Royal Society of Arts - UK.  Membro senior da Pennsylvania and National Federation of Music Clubs – USA/United Nations. Membro da International Council for Traditional Music - Unesco/Worldwide. Membro da American Council of Piano Performers - USA

Entrevista...


Revista Keyboard Brasil – Primeiramente queremos parabenizá-lo por suas recentes conquistas!
Samuel Quinto Feitosa: Muito obrigado!

Revista Keyboard Brasil – Como se deu a nomeação na National Federation of Music Clubs onde se tornou o primeiro estrangeiro a pertencer à ordem dos músicos do Estado da Pennsylvania?
Samuel Quinto Feitosa: Surgiu a partir de uma conversa com a editora chefe da Piano Magazine através de uma rede online de contatos, onde ela me convidou a ser membro do American Council of Piano Performers (ACPP), a qual ela é também presidente. Alguns dias depois, em conversa com uma pianista americana, ela me sugeriu entrar em contato com a NFMC, pois iria agregar muito valor a ambas as partes esta comunicação. Eu escrevi para eles e recebi uma resposta bem interessante. Me perguntaram o porquê do meu interesse. Dei 3 motivos, que ao meu ver, eram importantes para ambos. Então pediram-me um prazo para avaliarem em reunião do conselho administrativo. Após 11 dias recebi a resposta positiva e um convite da chairman da Pennsylvania Federation of Music Clubs para me tornar Senior Member, a ser anunciado na conferência de 2016 em Tulsa, como primeiro estrangeiro membro desta federação.

Revista Keyboard Brasil – Você também foi eleito recentemente como membro da Real Sociedade de Artes Britânica –  Royal Society of Arts (RSA), cuja patrona é a Rainha Elizabeth II e a presidente da Sociedade é sua filha Princesa Real Anne Elizabeth Alice Louise. É o único músico brasileiro a fazer parte desta sociedade fundada em 1754 em Londres. Como se sente?
Samuel Quinto Feitosa: Fantástico! Fazer parte de algo tão sério, grandioso, com tanta tradição e inovação é realmente uma honra. Poder estar em contato direto com grandes expoentes das artes, da educação, do pensamento contemporâneo global, através de reuniões no belíssimo prédio da RSA, das conferências ou até mesmo através da nossa plataforma online é muito engrandecedor. 

Revista Keyboard Brasil – Você também é membro de outra sociedade importante, a ICTM (International Council for Traditional Music) que tem por objetivo formar grupos de pesquisa. Já pensou sobre que tema(s) abordará inicialmente? 
Samuel Quinto Feitosa: Ainda estou em processo de aprendizado acerca dos grupos de pesquisa e funcionamento da organização, mas pretendo trazer uma abordagem sobre ritmos brasileiros e suas influências nas culturas locais, algo que venho estudando a algum tempo, porém relacionado com as minhas composições. 

Revista Keyboard Brasil – Você morou durante 7 anos em Portugal, e tem seu nome entre os tops do jazz instrumental na Europa, é considerado um dos maiores representantes do Latin Jazz europeu, dedicando-se a divulgar o estilo no mundo. Por que pensou em voltar ao Brasil?
Samuel Quinto Feitosa: Foram vários fatores que me motivaram a isso; como família, divulgação do meu trabalho no meu país natal, amigos, etc. Foi uma soma de valores bem medidos e pesados.

Revista Keyboard Brasil – Quais seus projetos futuros? 
Samuel Quinto Feitosa: Finalizar a tradução para inglês e espanhol do meu livro “Improvisar é muito fácil!”; Iniciar a temporada de promoção do DVD “Latin Jazz Piano Solo” no Brasil e, no final do ano, na Europa. Também estou lançando em parceria com um amigo, uma escola de música online  - “The Somnium Project”, onde gravei 40 aulas sobre meu livro, direto do novíssimo showroom da Fritz Dobbert, a qual sou imensamente grato, bem como a esta maravilhosa revista. 


SAIBA MAIS SOBRE SAMUEL QUINTO FEITOSA:

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* Heloísa Godoy Fagundes é pesquisadora, ghost writer e esportista. Amante da boa música, está há 10 anos no mercado musical de revistas. Já trabalhou na extinta Revista Weril e atualmente é publisher e uma das idealizadoras da Revista Keyboard Brasil.







Home Studio: Interface de áudio - Parte 2 - final



PARA EVITAR SURPRESAS DESAGRADÁVEIS,TOME DECISÕES BASEADAS EM INFORMAÇÕES SEGURAS. DESSE MODO, VOCÊ  ATINGE O MÁXIMO DE QUALIDADE POSSÍVEL SEM SAIR DA SUA REALIDADE FINANCEIRA.

* Por Murilo Muraah 

A partir das informações fornecidas na última coluna, já sabemos como podemos planejar o número de entradas e saídas que nossa interface de áudio deve conter. Mas, se pesquisarmos diferentes modelos, ficará claro que tão importante quanto saber o número de entradas e saídas que vamos precisar é saber também o tipo de conexões necessárias.

Antes  de  verificarmos  os  tipos  de  entradas  e  saídas  de áudio, vale lembrar que precisamos ter cuidado com a própria conexão da interface de áudio com o computador: ela será USB, FireWire, Thunderbolt ou PCI? Como já vimos em colunas anteriores, isso dependerá das conexões disponíveis no seu computador, do planejamento para uso de outros equipamentos que se conectam diretamente ao computador, etc.

É sempre importante sabermos que tipos de instrumentos pretendemos gravar antes de comprar a interface de áudio. Por exemplo: se todos os instrumentos serão sempre captados por microfones, é importante que a interface tenha um número suficiente de entradas de microfone com pré-amplificadores disponíveis. Se pretendemos gravar baixo ou guitarra diretamente plugados na interface, ela precisa ter entradas para instrumentos (comumente chamadas de DI). Se  vamos  utilizar um teclado  como  controlador  MIDI  para  utilizar  instrumentos virtuais diretamente no computador, podemos ligá-lo diretamente no computador via USB (caso nosso teclado tenha essa conexão disponível) ou utilizar uma interface com conexão MIDI.

Mas e se já temos uma interface que não possui todas as conexões que precisamos? Nesse caso, precisamos verificar se conseguimos utilizar outros equipamentos  para  suprir nossas necessidades ou se será melhor investir em uma nova interface com mais recursos. Podemos verificar isso em quatro exemplos muito comuns:

1) Se precisamos fazer gravações com 4 microfones sendo utilizados ao mesmo tempo e temos uma interface com apenas duas entradas de microfone e duas entradas de linha, podemos comprar dois pré-amplificadores com saídas analógicas (ou um pré-amplificador com dois canais com saídas analógicas) e ligá-los nas entradas de linha; 
2) Se precisamos gravar uma guitarra sem o uso de amplificador e microfones e nossa interface contém apenas entradas de microfone e de linha, podemos comprar um direct box (DI) e ligá-lo em uma entrada de microfone;
3) Se precisamos fazer gravações com 16 canais de microfones e nossa interface contém apenas oito entradas de microfone, mas também conexão digital ADAT, podemos comprar um pré-amplificador de 8 canais com saída ADAT;
4) Se nossa interface de áudio não tem conexão MIDI e vamos usar nosso teclado como controlador MIDI, mas ele não tem conexão USB, podemos comprar uma interface MIDI USB que será ligada diretamente no computador.

E, assim, vamos tomando nossas decisões, buscando atingir o máximo de qualidade possível sem sair da nossa realidade financeira. Veja abaixo a lista com as entradas e saídas mais encontradas em interfaces de áudio e aproveite para buscar mais informações sobre esses diferentes tipos de conexão e para planejar quais deles precisam estar disponíveis em seu home studio.

Entradas e saídas analógicas mais comuns em interfaces de áudio:
- Entradas de microfone: conector XLR
- Entradas de linha: conector P10
- Entradas de instrumento: conector P10
- Saídas de linha: conectores XLR e P10
- Saídas de fones de ouvido: conectores P10 e P2
- Insert: conector P10
- Entradas e saídas para equipamentos geralmente domésticos / amadores: conectores RCA
Entradas e saídas digitais mais comuns em interfaces de áudio:
- S/PDIF: transmite até 2 canais de áudio simultaneamente
- ADAT: transmite até 8 canais de áudio simultaneamente 
- DIN5: transmite informação MIDI

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*Murilo Muraah é Bacharel em Comunicação Social pela FAAP e proprietário da Muraah Produções, onde atua como professor de áudio analógico e digital, produtor musical, compositor de trilhas sonoras e músico. Possui vasta formação, com cursos realizados dentro e fora do Brasil, incluindo: Diploma de Música (Southbank Institute of Technology - Brisbane/AUS), Formação de Apresentadores de Rádio (Rádio 4EB FM – Brisbane/AUS), Radialista – Sonoplastia (SENAC), além de diversos cursos de composição, produção musical, áudio e acústica em escolas onde atuou também como professor. Atualmente vem apresentando cursos, palestras e workshops em importantes eventos e instituições de ensino, como a Campus Party Brasil, a Faculdade de Música do Centro Universitário FIAM-FAAM e a SAIBADESIGN, além de atuar como técnico de áudio no estúdio da Fábrica de Cultura Jardim São Luis.