segunda-feira, 27 de novembro de 2017

JOSUÉ GODOI  - Destaque entre os melhores produtores musicais do Brasil

MÚSICO, PRODUTOR, ARRANJADOR, COMPOSITOR E TECLADISTA. HÁ QUASE TRÊS DÉCADAS JOSUÉ GODOI - PIVÔ DE GRANDES SUCESSOS MUSICAIS - FAZ DA MÚSICA SEU MEIO DE VIDA E SUA GRANDE PAIXÃO!


Você certamente conhece a canção "Faz um Milagre em Mim" de Régis Danese! Ela rendeu diversas premiações, um disco de diamante triplo (álbum Compromisso), atingiu recorde de execuções nas rádios tornando-se um hit popular em todo país, fazendo sucesso entre todas as classes sociais, religiões e programas de TV. A canção se transformou em um standard tanto na música evangélica quanto secular. O que você talvez não conheça é o talentoso produtor musical por trás desta linda canção!

Destacado entre os melhores produtores musicais do Brasil, Josué Godoi tem sido o pivô de sucesso de muitos artistas que se destacam nesta geração! Músico, produtor, arranjador e compositor com uma carreira impressionante construída ao longo de 25 anos, ele tem em seu casting de artistas, além de Régis Danese, grandes nomes como Mara Maravilha, Sula Miranda, Peninha, Pastor Lucas, André Paganelli, As Mineirinhas e duplas  como Bruno & Marrone, Guilherme & Santiago, Mato Grosso & Mathias, Luiz Claudio & Giuliano.

E a lista não para por aí! Josué já produziu Luiz Claudio, Brunna Martins (Graça Music), Willy Gregory, Ministério Nova Jerusalém (MK Music), Maury Lima, Charlys da Rocinha, Emílio Guimarães, Danielle Rizutti (Graça Music), Felipe Colácio, Pedro Paulo, Lucas Robles, Tivas, Geizibel, Gean Erick, Rafael Bitencourt (MK Music), Mariane (SBT), entre outros.

Multi-músico instrumentista com um talento indiscutível, Godoi começou sua carreira profissional como tecladista na Banda Gerd, uma das principais bandas gospel dos anos 90, atuando entre os anos de 1992 a 1999. Trabalhou com o cantor Alex Conti (ex Polegar) e logo em seguida foi para estrada com a famosa dupla sertaneja Luiz Claudio & Giuliano onde fez shows e gravações.


A sua parceria com Régis Danese foi além da canção Faz Um Milagre em Mim. Josué Godói produziu entre Cds e Dvds outros cinco projetos de sucesso como Família, Compromisso, Tú Podes e Profetizo.

Alem de produtor musical, Josué Godoi também tem se destacado como compositor. Suas canções foram gravadas por vários artistas, entre eles Aline Barros (Casa do Pai, Poder da Cruz, Depois da Cruz, Paulo e Silas) e o próprio Régis Danese nas canções Profetizo, e Tu Podes.

No segmento secular Josué Godói produziu e tocou músicas de sucesso como Por Te Amar Demais e Meu Presente é Você de Bruno & Marrone, Quem Disse Adeus Foi Você de Guilherme & Santiago, Amor Sem Fim e Irmã de Matogrosso & Mathias.

Godói participou dos Dvds de Luiz Claudio & Giuliano, destaque Eu Sou Peão, tema da novela América) e  Luiz Claudio (feat, Alexandre Pires, Eduardo Costa, Regis Danese) .

Atualmente Godói faz as produções e acompanha em eventos o cantor Pastor Lucas (MK Music), um dos principais nomes do cenário Gospel na atualidade. Sucessos como Deus de Detalhes, O Chamado, O Lugar e Pintor  do Mundo do cantor estão na lista das grandes produções de Josué Godói. Além disso Josué ocupa-se como arranjador junto com o hitman e compositor Michael Sullivan, já realizando projetos musicais e gravações com Padre Fábio de Melo, Fagner, Elba Ramalho, Maurício Manieri, entre outros.


Talento, musicalidade, sensibilidade e excelência no serviço são as marcas registradas deste profissional que a quase três décadas faz da música não só o seu meio de vida, mas a expressão sua paixão e arte!

SAIBA MAIS SOBRE JOSUÉ GODOI

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* Rafael Sanit é tecladista, Dj e produtor musical. Demonstrador de produtos Roland e Stay Music, realiza treinamentos para consultores de lojas através de workshops e mantém uma
coluna na Revista Keyboard Brasil. É endorsee das marcas Roland, Stay Music, Mac Cabos, First Audio, Mogami Cables e Jones Jeans. 





sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A MÚSICA DO PONTO DE VISTA EVANGÉLICO

A MÚSICA RELIGIOSA INICIA-SE NA INTENÇÃO DE SUA EXISTÊNCIA. O PROPÓSITO PARA O QUAL ESTÁ SENDO COMPOSTA E MUITO MAIS À QUEM SERÁ OFERECIDA. ESTÁ DENTRO DO CAMPO DO “POR QUE?” DO “PARA QUE?” E “PARA QUEM?”. É DESSA MANEIRA QUE SE DIFERE A MÚSICA DENOMINADA SECULAR DA MÚSICA RELIGIOSA. NESTA EDIÇÃO, VAMOS ENTENDER MAIS AFUNDO SOBRE ESSE TEMA TÃO ATUAL.

* Por Evaristo Fernandes


É uma grande satisfação participar deste espaço para falar sobre música do ponto de vista evangélico. Importante esclarecer que a música executada em quaisquer que sejam as religiões e crenças professadas é composta pelos mesmos elementos, a saber: “harmonia”, “melodia” e “ritmo” e o som que esta produz contém os mesmos ingredientes:“intensidade”, “duração”, “altura” e “timbre”, ou seja “música é música em qualquer lugar”. O Samba, o Pop, o Rock, o Rap, o Clássico, enfim, os mais variados estilos se repetem tanto nas casas de show, quanto nos templos. As construções harmônicas e melódicas se assemelham e se repetem. Não seria exagero dizer que muitas vezes se tornam “mais do mesmo”.

Uma resposta óbvia e provável seria: “A LETRA”, ou seja, o conteúdo. De fato, esta resposta é bastante coerente, no entanto, gostaria de pedir um pouco mais de atenção! Ainda estamos falando de “música” e não de poesia. A música possui uma mensagem em sua estrutura, mensagem esta que vem antes da letra. A música emociona, alegra, produz as mais variadas sensações e não é incomum que associemos nossas lembranças a música do momento. Quantas músicas não temos em nossa memória que nos remetem apenas nas primeiras notas que ouvimos às mais diferentes situações? Logo,a música religiosa começa antes da parte A, onde o cantor inicia sua participação.

Aliás, a diferença da música religiosa para a música secular inicia-se antes mesmo do audível, ou seja, antes do instrumental; Antes da contagem do compasso; A música religiosa inicia-se na intenção de sua existência. O propósito para o qual está sendo composta e muito mais à quem será oferecida. Está dentro do campo do “Por que?” do “Para que?” e “Para quem?”. 

Durante estes mais de 30 anos como músico atuando no evangelho percebi muitos equívocos pelo simples fato do não atentar destas questões. E é sobre este pano de fundo que proponho conversarmos neste espaço. Acredito que será muito interessante, por este motivo, convido a todos que acompanhem esta coluna e divulguem aos seus amigos. E enviem seus e-mails com questionamentos, críticas, etc. Terei imenso prazer em interagir com todos vocês. 

É isso! Deus continue abençoando a todos vocês e até já! 
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* Evaristo Fernandes é multi-instrumentista, compositor, produtor e escritor. O músico também ministra o workshop “Talento, Técnica e Unção”, por todo o país. Tecladista da Banda Voz da Verdade há mais de 30 anos, atualmente é artista das marcas: Roland, Power Stomp Pedals, Power Play Fontes e Key Pro Stand e, juntamente com Zeca Quintanilha e Rafael Sanit é colaborador da Revista Keyboard Brasil na seção Espaço Gospel.














 O DIREITO AUTORAL E AS MUITAS EMOÇÕES

UMA NOVA QUESTÃO ESTÁ LANÇADA: NA NATUREZA NADA SE PERDE, NADA SE CRIA; TUDO SE TRANSFORMA. SE A CIÊNCIA APROVA COMO VERDADEIRA ESTA LEI, POR QUE NAS MÚSICAS NÃO ACONTECE O MESMO?

* Por Luiz Carlos Rigo Uhlik


Na natureza nada se perde, nada se cria; tudo se transforma. Você já ouviu isso antes, não ouviu? Lei de Lavoisier. O interessante é que esta lei diz que na natureza nunca se cria ou se elimina alguma coisa; apenas é possível transformá-la em outra coisa.

Se você parar para pensar e inserir esta lei no conceito do “Direito Autoral” provavelmente você ficará impressionado. Não com a lei em si, mas com o que pode representar a condição de “autor”, “criador” de alguma coisa.

Esta lei é conhecida como sendo de autoria de Lavoisier. No entanto, a sua publicação está vinculada a um ensaio de Mikhail Lomonosov. Como o “seu” Lomonosov não tinha tanta repercussão no meio, Lavoisier ficou com a fama. 

Pense comigo: Sábado, à tarde, muito dinheiro no bolso, fama, amigos para todos os lados e um cidadão, sentadinho num canto, com um violão que mal sabe tocar, compondo as seguintes frases. “Não adianta nem tentar, me esquecer....”

Depois do incidente envolvendo o single de Michael Jackson (post mortem), onde Paul Anka aparece como verdadeiro autor da façanha, fico a me perguntar o que se passa na autoria e na composição da grande maioria das músicas famosas.

Será que esse pessoal tem capacidade, tempo, disposição, para desenvolver obras tão fantásticas como essas? Sozinhos? Lembram do Maurício Alberto Kaiserman, ou melhor Morris Albert? Autor de Feelings? Não, não, não! Ele ficou famoso com esta música, mas a composição original é de Loulou Gasté. O próprio Paulo Anka sofreu muito para declarar “sua” a música My way. Será? 

Na natureza nada se perde, nada se cria; tudo se transforma. Se a ciência aprova como verdadeira esta lei, por que nas músicas não acontece o mesmo? Vai me dizer que o cidadão não utiliza as frases do dia a dia, corriqueiras, para compor? Ou ele recebe influência dos deuses, como a grande maioria dos artistas se sentem? Iludimos e somos iludidos diariamente com a “criação” de fatos e coisas. Mas sabemos que tudo é fruto de uma transformação, que vem se desenvolvendo com você desde o momento da concepção.

Outro exemplo: Sempre assino as minhas mensagens com “Muitas Emoções”! A grande maioria das pessoas relaciona “Muitas Emoções” como a música de Roberto e Erasmo. Besteira! 

Na verdade desenvolvi esta “identidade”, extremamente interessante e profunda, da mensagem que o meu compadre, José Maçaneiro, utilizava quando apresentava as propagandas do Motel Labirynthe. Ele dizia: “Suas Emoções são mais no Motel Labirynthe!”

Na época percebi que isso era bastante interessante... Emoções... São mais... Então aperfeiçoei: Muitas Emoções! Viu? A coisa foi se transformando. ... e não tem nada a ver com a música “Emoções” de Roberto e Erasmo. Então, pelo amor de Deus!

É claro que a sociedade sempre está em busca do autor de alguma coisa. Mas, dizer que esta letra, aquela música, é de autoria de alguém, acho que deveríamos pensar um pouco mais profundamente. Ou você não concorda com isso?

Está lançada a inquirição: Os autores são ou não os verdadeiros criadores das obras artísticas? Muitas Emoções!
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*Amante da música desde o dia da sua concepção, no ano de 1961, Luiz Carlos Rigo Uhlik é especialista de produtos e Consultor em Trade marketing da Yamaha do Brasil., além de colunista nas Revistas Keyboard Brasil e Música & Mercado (  http://musicaemercado.org/ ).

 foto de Maurício Jelê 







*Como ter uma experiência excepcional de comunicação em salas de videoconferência

QUANDO COMUNICAMOS UMA MENSAGEM, ESTAMOS TRANSMITINDO UMA INFORMAÇÃO. NEM SEMPRE ESSA INFORMAÇÃO É COMPREENDIDA CONFORME GOSTARÍAMOS.

* Por Didiê Cunha

Para que a nossa comunicação seja eficaz e surta o efeito desejado não basta comunicar. É fundamental que os destinatários entendam aquilo que dizemos e compreendam aquilo que queremos dizer de forma simples e clara.

Para que esse objetivo seja atingido, e para conseguirmos ter uma experiência excepcional de comunicação nos ambientes de videoconferência criei uma lista que nos dará um norte de como chegar lá. E tudo começa com o comportamento e postura do usuário.

Dicas de etiqueta em reuniões via conferência de AV 

Dentro da sala:
- Respeitar e manter silêncio quando outra pessoa estiver falando.
- Discussões entre mais de 2 pessoas são difíceis de ser compreendidas pelo outro lado. 

Espere sua vez para falar.
- Fale em tom normal, claro e com pausas, procure articular bem as palavras e falar de forma a facilitar a compreensão.
- Não gerar ruídos ambientes como cliques de caneta ou batidas na mesa.
- Café é bom, mas as batidas da colher na xícara, ou da xícara no pires, podem ser extremamente incômodas para o outro lado da videoconferência.
- Não embaralhe papéis ou outras atividades de distração que sejam barulhentas.
- Evite abrir embalagens de balas, bombons, barra de cereal e afins durante a videoconferência, estas geram um ruído muito desconfortável.
- Desligue, ou coloque o celular no silencioso

Remotamente em dispositivo móvel?
- Sempre colocar o microfone em mudo quando não estiver falando.
- Procure lugares silenciosos e com boa acústica.
- Procure estar em lugar com bom sinal de celular ou Wi-Fi para evitar drop outs.

Evite:
- Entrar em reuniões remotas em ambientes muito barulhentos, será ruim de ouvir e de ser ouvido.
- Lugares muito reverberantes.
- Usar o modo alto-falante do celular se possível, este pode interferir com a qualidade da chamada.

E se possível:
- Escolha equipamentos de áudio com funções avançadas de mixagem automática e autogating, como o microfone de teto MXA910 da Shure por exemplo.
- Procure testar os equipamentos antes de entrar na chamada de VC. Teste seu lado e o oposto também. Cada chamada poderá ser diferente pois cada farend pode trazer surpresas inesperadas.

Em conclusão, estaremos perante uma comunicação perfeita quando os destinatários da nossa mensagem compreenderem exatamente aquilo que dizemos e aquilo que queremos dizer.

Certamente, seguindo essas recomendações teremos uma experiência mais qualificada de nossas reuniões.


*Por Didiê Cunha, Especialista em Desenvolvimento de Mercado, Som Instalado, da SHURE DO BRASIL

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SOBRE A SHURE  https://br.shure.com/

* Fundada em 1925, a Shure Incorporated (www.shure.com) é reconhecida como a maior fabricante mundial de microfones e produtos eletrônicos de áudio. Sua linha diversificada de produtos inclui microfones com fio, sistemas de microfone sem fio, sistemas de monitoramento pessoal intraauricular, sistemas de conferência e discussão, sistemas de áudio em rede, premiados earphones e headphones, além de cartuchos fonográficos da mais alta qualidade. Sediada em Niles, Illinois (EUA),  possui sedes regionais de vendas e marketing em Eppingen (Alemanha) e Hong Kong (China) e 30 outras unidades de fabricação e escritórios regionais de vendas nas Américas, Europa, Oriente Médio, África e Ásia. 










O TECLADISTA E A BUSCA DE SUA IDENTIDADE MUSICAL

NO PAPO DE TECLADISTA DESTE MÊS VAMOS ABORDAR SOBRE UM TEMA RECORRENTE E IMPORTANTÍSSIMO NO MUNDO DO MÚSICO DAS TECLAS: O CAMINHO TRAÇADO PELO TECLADISTA ATÉ CRIAR A SUA IDENTIDADE MUSICAL, A SUA ORIGINALIDADE.
 * Bruno de Freitas

Não é a toa que constantemente voltamos à história da arte da música, considerando que é a partir do que percebemos na “evolução” da música, aos poucos a nossa compreensão do fazer artístico musical se crie, e começamos a entender toda a mistura que somos, a influência que recebemos, mesmo que sem perceber, vá gerando a nossa identidade como tecladista.

E, falando em história da música, jamais poderemos esquecer os mentores verdadeiros dos tecladistas: o órgão e o piano. Não vamos abordar aqui a história de cada um, deixaremos para uma próxima, entretanto aproveito para convidar você, caro leitor, para dar uma passada nas últimas edições da Revista Keyboard Brasil, e ler a história do piano – “Piano, o Rei dos Instrumentos” – por Luiz Carlos Uhlik – matéria ímpar.

Sem minimizar a história do órgão e do piano, pelo contrário, supervalorizando cada uma, os verdadeiros mentores da técnica do tecladista são esses dois instrumentos. Vou arriscar a dizer – sem preconceito, nem mente fechada – mas, “nem todo tecladista é organista” e “nem todo tecladista é pianista” porém, arrisco a dizer – mais uma vez, sem querer criar polêmica – entretanto, “todo organista pode ser um tecladista” e “todo pianista é um tecladista em potencial”. Para ambos casos organista e pianista, bastariam alguns ajustes e familiarização para que os mesmos se tornem exímios tecladistas.

Mas por que estou entrando nesse assunto? Simples! A resposta é: técnica, estudo! Quer ser um baita tecladista? Estude piano! Quer ser um baita tecladista com independência em todos os membros, raciocínio rápido, reflexo etc? Estude órgão ou “encoste” em um professor organista! Sei que hoje é raro, entretanto é possível. O estudo sistemático e a passagem por repertório erudito, por exemplo, prepara incrivelmente o músico das teclas. Exagero aqui inclusive em comparar com o método científico: estudar piano passa por aí.

Houve uma crescente incrível na técnica pianística, se considerarmos do final do período Barroco até pouco antes do século XX. No meu ponto de vista, foi no Romantismo que a técnica e a beleza artística se entrelaçaram e atingiram juntas seu auge. É claro, não vamos aqui esquecer que Shumann, por exemplo, estudou seus antecessores Bach, Mozart e assim por diante. Como na natureza, a música não é diferente, nada se cria, tudo se transforma.

Nós, tecladistas, somos um emaranhado de junções, percepções, concepções e entendimento particular e compartilhado de música. Uma audição em um teatro, um concerto, um show, um comercial de TV, o rádio ligado no carro, a observação do toque do colega... está tudo entrando na nossa “cachola”. Tudo isso junto forma o nosso eu musical.

Além disso, temos à disposição a tecnologia. Tablets, PCs, Notebooks, sintetizadores, Instrumentos virtuais, tudo à disposição. Isso realmente é incrível. Antigamente precisávamos (exclusiva-mente) dar aulas e tocar aqui e ali para vivermos da música. Hoje, graças ao desenvolvimento tecnológico, podemos ter a nossa própria renda sem sair de casa, vendendo a nossa própria composição pela internet. Demais!

Sigamos conscientes do inacabado, da necessidade da influência do estudo sistemático, e sobretudo da humildade de quem quer aprender sempre mais, seja com o grande compositor ou com o músico de rua, da praça quinze.

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* Bruno de Freitas é Tecladista, professor, produtor, demonstrador de produtos da Yamaha, endorser da Stay Music e colaborador da Revista Keyboard Brasil. 









CONEXÃO SUÍÇA-BRASIL

DUO FORMADO PELA MEZZO SOPRANO STEPHANIE BOLLER E PELO PIANISTA RAFAEL RUTTI FAZ TURNÊ NO BRASIL

* Por Virtuosi Produções

No mês de outubro, o duo suiço formado pela mezzo-soprano Stephanie Boller e pelo pianista Rafael Rutti estará no Brasil para uma turnê, que passará por 5 cidades: Rio de Janeiro (Espaço Guiomar Novaes - 04/10), Curitiba (Sesc Paço da Liberdade - 06/10), Ouro Preto (Casa da Ópera - 09/10), Belo Horizonte (Sala Juvenal Dias - 10/10) e Cabo Frio (Série Jovens Músicos - 14/10).

O programa apresenta obras de compositores suíços e latino-americanos, com canções escritas entre os séculos XIX e XXI. Segundo o pianista Ederson Urias, diretor da Virtuosi Produções, empresa responsável pela turnê brasileira do duo, “o concerto é uma rara oportunidade para o público brasileiro de um repertório pouco tocado no país. Não falo apenas  de  Joachim  Raff,  compositor  do  Romantismo  suíço,  ou  de  compositores contemporâneos, como o paraguaio Diego Sanchez Haase, mas sobretudo de Lorenzo Fernandez. Embora este compositor seja brasileiro, tenha vivido na primeira metade do século XX e obtido grande sucesso com suas peças para piano solo, suas canções são raramente executadas.”

Stephanie Boller é uma das mais ativas mezzo-sopranos suíças. Formada pela Schola Cantorum de Basiliensis e pela Universidade de Artes de Zurique, já se apresentou como solista de óperas de Monteverdi, Mozart, Rossini e de compositores suíços, como Paul Burkhard  e  Carl Rütti. É uma das criadora do “Lamaraviglia”, grupo dedicado à Música Antiga,  e  vem  se  especializando  também  no  repertório  de  Lied,  com  foco  na  obras  de Debussy, Schumann e Schubert, e dos compositores Othmar Schoeck (Suíça) e Hanns Eisler (Alemanha).


O  pianista  Rafael  Rütti  é  professor  de  piano  no  Conservatório  de  Zurique  e, além do repertório tradicional, interessa-se muito pela música contemporânea, tendo participado do Festival de Lucerne com Pierre Boulez e estreado inúmeras obras de vários compositores. É formado pela Universidade das Artes de Zurique, onde concluiu os diplomas de Mestrado e de Licenciatura. Já  realizou  várias  gravações  para  rádio  e  tv se apresentou como solista de importantes  orquestras do seu país, como a Aargaauer Sinfonieorchester, Musikkollegium Winterthur, Jugend Sinfonieorchester Zürich, Neumünster Orchester Zürich.

AGENDA:

04/10 - Rio de Janeiro - RJ - Espaço Guiomar Novaes
Horário: 20:00
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Endereço: R. Largo da Lapa, 47- Centro.
Informações:http://salaceciliameireles.rj.gov.br/

06/10 - Curitiba - PR - Sesc paço da Liberdade
Ingressos: R$30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Horário: 20:00
Endereço: Praça Generoso Marques, 189 - Centro.
Informações:http://www.sescpr.com.br/unidades/sesc-paco-da-liberdade/

09/10 - Ouro Preto - MG - Série “Concertos Virtuosi” - Casa da ópera
Horário: 20:00
Ingressos: Gratuito
Endereço: R. Brg. Musqueira, 104.
Informações:https://www.facebook.com/teatrocasadaopera/?rf=167461179990327

10/10 - Belo Horizonte - MG -Série “Concertos Virtuosi” - Sala Juvenal Dias
Horário: 20:30
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 - Centro.
Informações:http://fcs.mg.gov.br/index.php?option=com_gmg&view=page&id=2619&controller=page&Itemid=1270

14/10 - Cabo Frio - RJ - Série “Jovens Músicos” - Charitas - Casa de Cultura José de Dome
Horário: 19:00
Ingressos: Gratuito
Endereço: Av. Assunção, 855 - Marlin.
Informações:http://mapadecultura.rj.gov.br/manchete/casa-de-cultura-charitas

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* VIRTUOSI PRODUÇÕES –  Comandada por Ederson Urias, a Virtuosi situa-se
em Belo Horizonte e é uma das principais agências de produção cultural do Brasil com ampla atuação no país e no exterior.









O SAX SUPREMO DE JOHN COLTRANE

HÁ 50 ANOS, O MUNDO PERDIA UM DOS MÚSICOS QUE MAIS INFLUENCIOU GERAÇÕES, INDO ALÉM DO JAZZ E DO BLUES. COM UMA VASTÍSSIMA OBRA LANÇADA EM VIDA E TAMBÉM PÓS-MORTE, JOHN COLTRANE MOSTROU AO MUNDO SUA MENSAGEM DE TRANSFORMAÇÃO E ELEVAÇÃO ESPIRITUAL ATRAVÉS DA MÚSICA.

  * Por Sergio Ferraz


No dia 23 de setembro deste ano John Coltrane estaria fazendo 91 anos, caso estivesse vivo. Lembro do impacto que senti quando o ouvi pela primeira vez, aos 15 anos, quando meu professor de música me apresentou o álbum "Sun Ship". Fiquei impressionado com aquela sonoridade agressiva que lembrava uma banda de rock, a força da bateria, o sax agressivo gritando nos agudos e saltando rapidamente de notas agudas para o grave... Era algo novo para mim e, ao mesmo tempo, de músicos de "tanto tempo atrás" na visão de um jovem que começava a dar os primeiros passos no vasto mundo da música.
Ouvi este álbum ainda inúmeras vezes e fui atrás de outros. Considerando a imensa dificuldade em achar discos de jazz na cidade do Recife dos anos 80, consegui ainda o álbum "Coltrane plays the Blues". Fui surpreendido pela elegância com que ele tocava blues e o virtuosismo de seu sax, tocando arpejos rápidos e usando notas de aproximação cromática aplicada às escalas mixólidia, dórica e a penta-blues. Isso acabou influenciando (e ainda influencia) muitos músicos de jazz. Era como se, a partir dali, eu tivesse percebido que era inevitável um solista de jazz ter como referência a forma com que Coltrane tocava.

Nascido numa família de classe média da Carolina do Norte, EUA, Coltrane cresceu numa forte atmosfera religiosa e musical (seu pai tocava violino e ukulele e sua mãe cantava no coral da igreja). Aos 13 anos, com a morte súbita do pai e uma drástica mudança de vida, o tímido Coltrane passou a se dedicar intensamente aos estudos do saxofone depois de passar rapidamente pelo clarinete. De natureza obsessiva, tornou-se um músico que sempre buscou o virtuosismo e a integração espiritual com seu instrumento e sua música. 

Sua carreira teve três momentos marcantes. O primeiro momento apre-sentava um sax arrojado, seguindo a tradição jazzística de Charles Parker, criador do bebop. Ainda neste período foi convidado a tocar com Miles Davis, que já era então bastante conhecido na época. Em 1959 participou do álbum "Kind of Blue", principal obra de Miles e que marca a fase do jazz modal. Antes disso, Coltrane já se interessava por composições mais complexas, com muitas mudanças de acordes.  Mas é a partir da participação na banda de Miles Davis que ele se torna um músico conhecido no mundo do jazz, inclusive no cenário internacional.

O segundo momento de Coltrane foi marcado pela formação do Quarteto, quando teve a sorte de ter encontrado os músicos perfeitos para que ele pudesse produzir sua obra com grandiosidade. O Quarteto era formado pelo virtuosismo de seu sax, o piano de McCoy Tyner (que trouxe elementos de sua formação erudita como acordes quartais e harmonias impressionistas vindas de Debussy e Ravel), a bateria agressiva, inovadora cheia de polirritimia de Elvin Jones, e o baixo seguro e marcante de Jimmy Garrison, que também incorporou na banda uma forma inovadora de tocar baixo, deixando de ser apenas um instrumento que toca as notas graves da harmonia, trazendo-o para frente e assumindo uma posição de solista. Ouso dizer que esta foi a formação mais intensa da história do jazz e que influencia músicos até hoje. 

O terceiro e último momento (entre 1965 e 67) foi marcado por experiências sonoras inovadoras e ousadas, que não foram compreendidas pelo grande público ou mesmo por seus companheiros de banda. Coltrane montou formações inusitadas para o jazz, com trompetes, percussão, um segundo sax e dois baixos... Explorou regiões extremamente agudas do sax e também indo do grave ao agudo rapidamente, numa forma musical livre e sem curso ou harmonia definida. Marca o início desse período o álbum Ascension (1966). Esse álbum causou grande impacto no público tanto positiva-mente como de forma nega-tiva. Confesso que, mesmo para mim, ouvir Ascension não é uma tarefa fácil.

Os anos em que Coltrane se desenvolveu como músico de vanguarda também foram marcados por importantes movimentos de inovação da música erudita na Europa. Enquanto no velho continente músicos como Karheinz Stockhausen e Pierre Boulez faziam profundas inovações na música erudita, Coltrane seguia pelo mesmo caminho na América do Norte, buscando uma forma completamente diferente de tocar e compor jazz.

Neste período, a cultura ocidental, incluindo a música, recebia fortes influências das religiões e filosofias do Oriente. Coltrane foi bastante influenciado por este movimento, assumindo uma posição de alcançar o que ele buscava como uma profunda espiritualidade através de sua música. Em 1965 John Coltrane lança "A Love Supreme", seu álbum mais marcante e que apresenta de forma clara sua relação com a espiritualidade através da música. Como se rezasse através do sax, ele jogava na música uma forte energia de transformação.

A música de Coltrane influenciou também outras referências importantes na minha formação musical, como o violinista Jean Luc Ponty (que chegou a ser chamado de "o Coltrane do violino" no seu início de carreira no final dos anos 60) e John McLaughlin, que no início dos anos 70 gravou um álbum com Carlos Santana em homenagem a Coltrane, chamado "Love Devotion Surrender”.

Lamentavelmente, Coltrane veio a falecer aos 40 anos, vítima de um câncer no fígado.  Mas foi um dos músicos que mais influenciou as gerações seguintes, indo além do jazz e do blues, deixando uma vastíssima obra lançada em vida e também após sua morte. John Coltrane era como um avatar, um espírito que veio para mostrar ao mundo sua mensagem de transformação e elevação espiritual através da música. Um Amor Supremo!

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* Sergio Ferraz é violinista, tecladista e compositor. Bacharel em música pela UFPE, possui seis discos lançados até o momento. Também se dedica a composição de músicas Eletroacústica, Concreta e peças para orquestra, além de ser colunista da Revista Keyboard Brasil.