sexta-feira, 3 de março de 2017

BRUNO DE FREITAS E SUA HISTÓRIA COM A MÚSICA 

O ENCANTAMENTO PELO UNIVERSO MUSICAL FEZ COM QUE O MÚSICO BRUNO FREITAS TIVESSE UMA GRANDE E INTENSA VIVÊNCIA SOBRE PRATICAMENTE TODOS OS ASPECTOS DA MÚSICA, RENDENDO GRANDES FRUTOS. TECLADISTA, PROFESSOR, PRODUTOR, DEMONSTRADOR DE PRODUTOS DA YAMAHA, ENDORSER DA STAY MUSIC E AGORA COLUNISTA DA REVISTA KEYBOARD BRASIL. CONHEÇA NOSSO MAIS NOVO COLABORADOR A ENTRAR PARA O TIME.

 *Redação

Tudo começou em 1994, aos doze anos de idade com um pequeno teclado, especificamente o PSR 110, da Yamaha. Desde então Bruno de Freitas iniciou de forma intensa os estudos da música, nos dois primeiros anos, de maneira autodidata.

Com ajuda de algumas revistas e o próprio manual do teclado deduziu a leitura inicial da partitura. Foi na igreja seu primeiro contato com o público, propriamente.

Em 1996, na oitava série, uma professora o flagrou desenhando uma partitura durante a aula de ciências – surpresa! A professora tocava saxofone. Notando sua paixão pela música, imediatamente o incentivou a ingressar na Escola Livre de Música da Universidade Estadual de Santa Catarina.

Já na Escola Livre de Música da universidade teve quatro anos de excessivos estudos de teoria musical, harmonia e contraponto, percepção, apreciação musical e piano. Lá, o encantamento pela música cresceu e a seriedade quanto às decisões futuras se solidificaram.

Desde então, seu passatempo favorito era ler sobre a história dos grandes compositores, transcrever partituras à mão, escrever (tentativas de) composições, sempre como base os Minuetos, Bourées, Tocatas, Fugas e Sonatinas, aos quais Bruno estudava ao piano. Como resultado, mais de duzentas pequenas, médias e algumas arriscadas grandes (em tamanho) composições guardadas até hoje em uma pasta. Resumindo aquela época: uma grande e intensa vivência sobre praticamente todos os aspectos da música, que hoje nota – rendeu grandes frutos na concepção e abrangência de sua produção atual.

Depois do ensino médio, veio a faculdade de Licenciatura em Música, a qual estudou durante cinco anos, com praticamente os mesmos professores da anterior Escola Livre de Música. Esse período foi uma continuidade daquilo que o músico havia iniciado, e uma observação: as tão esperadas cadeiras de Música e Mídia eram um prelúdio do que faz hoje. Estudou, anotou, rabiscou e colocou em prática as primeiras noções de produção musical, gravação, mixagem... E valeu a pena!

Em meio a esse contexto, iniciou os trabalhos em programação MIDI, sequencer, produção de ritmos e programação de synths; tecladista de uma importante banda da região (shows na Grande Florianópolis) e lecionava Artes na Rede Estadual e Municipal.

Como atuante de forma séria na música, as oportunidades foram aparecendo e a carreira se solidificando. Após a atuação no Ensino Público, desde 2008 Bruno é o responsável pela Arte Musical em uma renomada instituição de ensino da Grande Florianópolis – o Colégio Paulo Freire. Lá, o músico leciona Flauta Doce, Piano, Teclado, Técnica Vocal, Musicalização e Coral Infantojuvenil, além de desenvolver projetos internos de música com os educandos do fundamental II e Ensino Médio. Em 2010, foi convidado a reger um coral sacro no município de São José/SC, o qual esteve à frente até ano passado.

Em meio a todas as atuações, há quatro anos produz trilhas sonoras corporativas para cinema, TV, web e rádio, alimentando o mercado de conteúdo e marketing digital, especialmente na Austrália e EUA, distribuídos em todo o planeta.

Em 2014, produziu o EP do cantor de Jazz, Tony Vitti, francês, atualmente em Nova York. O EP está disponível no iTunes.

Há três anos o músico trabalha como Demonstrador de Teclas – Pianos Digitais, Teclados Arranjadores e Sintetizadores da Yamaha Musical do Brasil, tendo contato com diversos artistas nacionais e internacionais, bem como estudando e contribuindo com o desenvolvimento tecnológico e de marketing da música, com a equipe Brasil, Japão e de outras partes do mundo. Também é endorser da Stay Music desde 2015. 

Incansável, Bruno começa o ano de 2017 como o mais novo colaborador da Revista Keyboard Brasil. Seja muito bem vindo!

SAIBA MAIS SOBRE BRUNO DE FREITAS:



PIANO DIGITAL

QUER CONHECER A CLASSIFICAÇÃO QUE IMPUS AOS PIANOS DIGITAIS DISPONÍVEIS NO BRASIL? ME ESCREVA E FIQUE SURPRESO!

 * Por Luiz Carlos Rigo Uhlik

Quem nunca errou que atire a primeira pedra! Pof! Bem na testa de Maria Madalena.
- Você nunca errou? - pergunta o Mestre, desconsolado!
- Desta distância, não!
Percebeu? Até para sacanagem tem “Ponto de Vista”.

Isto significa que falar de Piano Digital depende disso: “Ponto de Vista”.Portanto, tenha bons argumentos se você, realmente, quiser falar sobre Pianos Digitais! Mas, vamos lá, direto ao assunto.

Quando falo em Piano Digital preciso, é claro, levar em conta o Piano Acústico!
Piano Acústico? Lógico! 

Para você ter noção sobre o Piano Digital você precisa ter, como referência, o Piano Acústico. Aí é que a questão do “Ponto de Vista”, do cidadão que acertou a testa da Maria Madalena, prevalece:

- Que Piano Acústico você tem como referência para falar sobre a qualidade do Piano Digital? Pof!

Mais uma pedrada certeira! Isso, mesmo! Certeira! 

Dos cem bons pianistas populares que conheço, duzentos nunca tocaram em bons pianos acústicos. Pof! Mais uma Pedrada!

Então como esse pessoal pode falar de Piano Digital?  Como podem argumentar se este, ou  aquele piano é bom ou ruim? Quais referências?

Bem, meus amigos. Desta distância acerto todas! Já ouvi o seguinte:
- Baixei o “sample” do Steinway que é “matador”, impressionante. Nunca toquei num piano assim! Pof! Mais uma pedrada!

Como o Piano que você “baixou” é bom se você nunca tocou num Steinway?

O que dizer de um Bösendorfer, um Yamaha CFX, um S6, um C7, um Blüthner, um Estônia, um Mason & Hamlin? Pof! Pedrada certeira e mais pedrada certeira.

Desde que entrei para o mundo do Piano Digital tenho estudado estes maravilhosos equipamentos. Adoro o Piano, e a condição de Piano Digital é espetacularmente vantajosa. Senão, vejamos:

- Sensibilidade de toque das teclas (condição "sine qua non" para que o Piano Digital abrace o nome Piano).

- Quantidade de teclas que você usa normalmente, que pode variar de 76 até as 88 do piano acústico (número de teclas que você usa normalmente).

- Polifonia - quanto maior a polifonia melhor para o desempenho, principal-mente dos arpejos e das notas sob a ação do pedal.

- Bons sons de piano; igualmente, alguns timbres dos consagrados EPs e dos sons de instrumentos que mais estão ligados às teclas, como órgãos, strings, pads, etc...

- Tamanho e peso do instrumento, principalmente se você precisa levar para lá e para cá.

- Metrônomo. Se este metrônomo for convertido em ritmos, melhor ainda!

- Alto-falantes, com capacidade para reproduzir, verdadeiramente, o som do piano.

- Qualidade e reputação do fabricante.

- Custo X Benefício!

Mas, para classificar o que é bom e o que não é tão bom (porque não tem Piano Digital ruim demais) é preciso conhecer, a fundo, o fabricante. 

Percorri boa parte das fábricas dos bons pianos acústicos e digitais pelo mundo. Posso, com absoluta tranquilidade, descrever, avaliar e indicar, corretamente, o que é bom e o que é "falsidade" em termos de Piano Digital. Ainda mais quando o Marketing sabe maquiar, de forma arrasadora, a apresentação do produto.

Agora, vem a ousadia: Piano Híbrido! Meu amigo, só tem uma fabricante que consegue, realmente, simular, de forma híbrida, o piano acústico: a Yamaha. (Que bom que trabalho com ela!)

Mas, é claro, não posso me esquecer dos pianos de Koichi Kawai (que foi parceiro de Torakusu Yamaha), mas que, infelizmente, não são negociados no nosso país. O restante é um conjunto exantemático, misógino, estratosférico, batiscáfico, de falsidade.

Onde já se viu imaginar que uma tecla de madeira torna um piano digital híbrido?

Onde já se viu imaginar que um espelho sobre o martelo possa indicar que o piano digital é híbrido? Só com Marketing (e a Marketaria) isso é possível! Com a realidade, com a referência da realidade, não, não, não, não, e não!

Vou jogar mais uma pedra: Pof! Se tivesse que produzir um Piano Digital Brasileiro faria o seguinte: Samplearia um Fritz, misturaria com o Brasil e arremataria com um Essenfelder.

Mas, para que o piano adquirisse “corpo”, porque todos estes modelos não tem o “corpo” do som do piano, colocaria a verdadeira pimenta para criar um Super Piano Natural: Acrescentaria “Síntese FM” ao sample. Pof! Que pedrada. (Não espalhe a ideia porque senão vamos ter um enxurrada de Pianos Digitais no mercado).

Na década de 80, quando produzia trilhas, não havia uma solução econômica para gravar um naipe de violinos. Era difícil - e caro - reunir bons violinistas que tocassem afinados! Então, gravava UM violino e "dobrava" este violino com o Polysix, da Korg. Pof! Que conjunto espetacular de cordas.

Mas, só “Ponto de Vista”. Na verdade, o naipe era falso! Simples, assim! Se você quiser conhecer a classificação que impus aos Pianos Digitais disponíveis no Brasil, é só me escrever e você vai ficar surpreso com o que você vai apreciar.

E mais: se alguém quiser falar comigo sobre Piano Digital, que tenha, pelo menos, a experiência de ter tocado em bons pianos acústicos. Fora isso, meu amigo, só plástica, maquiagem, Marketing, e o seu Ponto de Vista! Avante!

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*Amante da música desde o dia da sua concepção, no ano de 1961, Luiz Carlos Rigo Uhlik é especialista de produtos e Consultor em Trade marketing da Yamaha do Brasil., além de colunista nas Revistas Keyboard Brasil e Música & Mercado (  http://musicaemercado.org/ ).
 foto de Maurício Jelê 




LOLLAPALOOZA 2017

O LOLLAPALOOZA 2017 ACONTECE NO AUTÓDROMO DE INTERLAGOS EM 25 E 26 DE MARÇO: PROGRAMAÇÃO TEM, ENTRE TANTOS NOMES, METALLICA, STROKES, DURAN DURAN, RANCID, TWO DOOR CINEMA CLUB E FLUME.

Este ano, na sexta edição brasileira do Festival Lollapalooza, o público não receberá um ingresso físico para participar do festival, mas uma pulseira com tecnologia RFID, que também será usada para compra de alimentos e bebidas, entre outros serviços. Elas serão distribuídas a partir do dia 25 de fevereiro de 2017.

O Lollapalooza 2017 vai ter o primeiro headliner de heavy metal dos seis anos de festival no Brasil, o Metallica ( https://metallica.com/ ) A volta do peso para o rock na dupla de atrações principais, completa pelos Strokes, é uma das marcas deste ano. É um passo atrás no destaque ao rap em 2016, com Eminem, e ao pop em 2015, com Pharrell.

Mas o Lolla segue antenado em vários estilos - sua diferença entre megaeventos no país. Há nomes recentes em alta no R&B (The Weeknd), eletrônica (The xx, Flume), indie rock (Two Door Cinema Club, Catfish and the Bottleman, The 1975) e rap (G-Eazy). Tem a campeã de streaming do ano passado (MØ, de "Lean on") e do atual (Chainsmokers, de "Closer).

Se em 2016 Florence fechou uma noite, agora as mulheres estão em segundo plano. Mesmo sem destaque no line-up, há várias cantoras para ficar de olho. A paulistana Céu, destaque local junto com Criolo, tem o disco mais elogiado pela crítica deste ano no país, "Tropix". MØ, (Dinamarca), Tove Lo (Suécia), e Melanie Martinez (EUA) reforçam a seleção feminina.


Também há os destaques já manjados dentro ou fora do Lolla. O Cage the Elephant vai bater o recorde de três visitas em seis edições do festival. Já o Rancid estreará no Brasil, mas vai representar a nostalgia do punk rock dos anos 90. O oitentista Duran Duran completa o pequeno baile da saudade.








MISTER BRIAN  ENO & O ROCK DE VANGUARDA

A CONTRIBUIÇÃO QUE BRIAN ENO TRAZ PARA A MÚSICA É DIFÍCIL DE SER MENSURADA. SUAS PARCERIAS VÃO DE DAVID BOWIE A COLDPLAY. O LENDÁRIO PRODUTOR BRITÂNICO É UM DOS PRINCIPAIS NOMES DA MÚSICA EXPERIMENTAL E LANÇOU, RECENTEMENTE, SEU NOVO ÁLBUM AMBIENTAL INTITULADO REFLECTIONS – UM TRABALHO COM MÚSICA INFINITA. LITERALMENTE.

 * Por Amyr Cantusio Jr.

Nascido em 1948, na cidade de Woodbridge, na Inglaterra, o músico, compositor e produtor musical Brian Peter George St. Jean le Baptiste de la Salle Eno ou, simplesmente, Brian Eno é um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento da música de vanguarda atmosférica/world music, new age e da ampliação dos horizontes eletrônicos dentro do rock vintage. Guru musical na linha de Stockhausen, deu diretrizes à bandas como Genesis e Van Der Graaf Generator.

Eno é famoso pelo uso de sintetizadores, utilizados em seus diversos trabalhos, como nos dois primeiros álbuns do grupo Roxy Music: Roxy Music (1972) e For Your Pleasure (1973). E, em a sua parceria com o guitarrista Robert Fripp, com quem produziu o álbum No Pussyfooting (1973) e, posteriormente, outros grandes álbuns em parceria com Mr. King Crimson. Em 1977 e 1978, produziu dois álbuns com a dupla alemã de Kraut Rock  Cluster, Cluster & Eno e After the Heat.

Também em 1978 produziu o álbum Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!, primeiro da banda DEVO, que misturava acordes punk com sintetizadores - por sugestão de Eno.
No final dos anos 1970, Eno produziu os três álbuns da chamada "Trilogia de Berlim" ou "Trilogia eletrônica" de David Bowie: Low, Heroes e Lodger.

Em 1978, foi o curador da coletânea No New York , uma compilação com vários artistas da cena underground de NY da época, considerada por muitos o registro definitivo do movimento No Wave¹.

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¹No Wave foi uma curta, mas influente cena de música underground, filmes, performances artísticas, vídeos, e arte contemporânea que teve seu início durante a metade da década de 1970 em New York City. O termo No Wave é, em parte, um jogo de palavras satírico rejeitando os elementos comerciais do gênero musical então popular New Wave ("new", em inglês, significa "novo" e "no" é traduzido como "não"). Algumas vezes a cena é relacionada com o início do movimento punk. O No Wave busca inspiração em gêneros musicais fora do mainstream, como punk underground, rock gótico, noise rock, música industrial entre outros. 


Eno também foi produtor de diversos álbuns do U2. Seu primeiro trabalho com o grupo foi The Unforgettable Fire de 1984. Em seguida, participou da produção dos álbuns: The Joshua Tree (1987), Achtung Baby (1991), Zooropa (1993), All That You Can't Leave Behind (2000), e No Line on the Horizon (2009).

Em 1981, produziu, com David Byrne (ex-Talking Heads) um álbum experimental de Art Rock chamado My Life in the Bush of Ghosts ,sendo este álbum um de meus prediletos. Eno foi a campo no Oriente Médio, África onde gravou sons de lamentos fúnebres de mães chorando pela morte de seus filhos, cantos folclóricos, declamações em dialetos orientais, tribais, etc... Depois levou ao estúdio e compôs em cima uma das primeiras trilhas sonoras denominadas World Music.

Também trabalhou como produtor musical com Laurie Anderson, Coldplay, Paul Simon, Grace Jones, Talking Heads, Slowdive, entre outros.

Brian Eno também é o criador das chamadas estratégias  oblíquas, um conjunto de cartas que guiam o criador em momentos de impasse ou bloqueio criativo. Estas são frases de “iluminação” a exemplo dos Choans Zen Budistas ou Axiomas Místicos, da qual Stockhausen e John Cage se utilizavam amplamente. Obviamente que a música medíocre de massas não tem nem ideia do que isto signifique!

Finalmente é um mestre em Loops/Tratamentos Eletrônicos em estúdio, que é sua arte maior. 
Bryan Eno realizou parcerias como produtor musical para grandes músicos como Grace Jones, David Bowie, Laurie Anderson, Coldplay, Paul Simon, Slowdive, entre tantos outros. Acima, com David Byrne (ex-Talking Heads) e a banda U2.

BRIAN  ENO - REFLECTION 
Ano: 2017
Selo: Warp Records
Produção: Brian Eno
Estilo: Ambient, Eletrônica, Minimalista
Duração: 54 minutos

Um álbum com música infinita. Literalmente!


Com o álbum Reflections, Eno realiza a música infinita através de um aplicativo, que gera os acordes e sons diferentes por quanto tempo o usuário desejar, demonstrando que sua maré para criatividade está como há muito não se via. Puramente conceitual. Além do aplicativo, Eno também lançou a versão física com algumas das músicas que poderão ser geradas no programa. Também declarou que Reflection o reconecta com vários outros momentos de sua carreira, especialmente com quatro outros álbuns que gravou com características bem semelhantes: Discreet Music (1975), Music For Airports (1978), Thursday Afternoon (1985) e Neroli (1993), sendo que, este último ostenta o subtítulo Thinking Music, Part IV, conceito específico que Eno tenta retomar por aqui. Segundo ele, mais que "música ambiente", o poder dos 54 minutos de Reflection, a faixa-título do novo lançamento, é "regenerativo" e "estimulante do pensamento". Em suma, é um conjunto de impressões sonoras que vão além do formato da música popular, mas que também não se insere nos preceitos eruditos. A indicação é que você possa sentir um pouco da magnitude de sua arte.




SAIBA MAIS SOBRE BRIAN ENO:

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*Amyr Cantusio Jr. é músico piano, teclados e sintetizadores) compositor, produtor, arranjador, programador de sintetizadores, teósofo, psicanalista ambiental, historiador de música formado pela extensão universitária da Unicamp e colaborador da Revista Keyboard Brasil.








O PROJETO CIBERPAJÉ

O ARTISTA TRANSMÍDIA EDGAR FRANCO É CONHECIDO NACIONAL E INTERNACIONALMENTE NO MEIO UNDERGROUND. POSSUI OBRAS PREMIADAS NAS ÁREAS DE ARTE E TECNOLOGIA, PERFORMANCE E HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, ALÉM DE ÁLBUNS LANÇADOS POR GRAVADORAS EUROPEIAS. ESTE MÊS, A REVISTA KEYBOARD BRASIL APRESENTA AOS LEITORES, SEU PROJETO MUSICAL CIBERPAJÉ REALIZADO EM PARCERIAS COM MUSICISTAS DO EXTERIOR E DAS CINCO REGIÕES DO BRASIL.
*Redação

O projeto musical Ciberpajé nasceu no mês de setembro de 2014, próximo da data em que Edgar Franco completaria o aniversário de sua declaração de Ciberpajé.

O artista transmídia e pós-doutor em artes Edgar Franco é conhecido no Brasil e exterior por sua banda performática Posthuman Tantra, que em suas performances tem o grupo formado por Ciberpajé Edgar Franco (musicista e performer), I Sacerdotisa Rose Franco (musicista e performer), Luiz Fers (Performer e Figurinista) e Lucas Dal Berto (VJ).

A Posthuman Tantra já lançou CDs na Suíça, França, Inglaterra, Japão e Brasil, e já realizou suas performances multimídia em 4 regiões do país. Em 2014, Edgar Franco, o Ciberpajé, recebeu um convite inusitado do músico Genilson Alves, mentor da banda Each Second (SP) e da gravadora Lunare Music, ele sugeriu a criação de um projeto musical que musicasse os aforismos iconoclastas do Ciberpajé - escritos por ele quase diariamente e publicados em página no Facebook com cerca de 3 mil seguidores - também propôs que o nome do projeto fosse simplesmente "Ciberpajé".

Ao pensar no projeto, Genilson lembrou-se do escritor de ficção científica cyberpunk japonês Kenji Siratori - que inclusive participou do primeiro disco do Posthuman Tantra. Siratori grava recitações de seus textos viscerais e intrigantes e envia para bandas de industrial e darkwave musicarem, tendo participado de inúmeros álbuns pelo mundo afora.

A ideia foi fazer algo parecido, mas dessa feita com os aforismos criados e recitados pelo Ciberpajé. Assim, ele gravaria os aforismos com sua voz dando as impostações e emoções que sentia ao escrevê-los e as bandas e musicistas convidados criariam uma atmosfera musical para o aforismo.

A partir dessa concepção inicial foi gravado e lançado o primeiro EP do projeto Ciberpajé, "A Invocação da Serpente", com vozes e aforismos do Ciberpajé e música criada por Genilson Alves com seu projeto Each Second, importante representante da cena dark ambiente nacional. Ciberpajé também ficou a cargo da arte do EP, criando um padrão para o projeto com desenhos simples e simbólicos desenhados em branco sobre fundo negro. O EP foi lançado pelo selo brasileiro *Lunare Music, dedicado à música darkwave e experimental. E, assim, a Lunare tornou-se a casa do projeto Ciberpajé.

Todos os EPs são disponibilizados para streaming e download gratuito. Desde então, já foram lançados 7 EPs do projeto Ciberpajé, um CD reunindo 21 bandas de 5 países, uma performance-vídeo e 2 videoclipes.

Confira, a seguir, uma breve descrição de cada um deles.
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* Lunare Music é um selo paulistano dedicado ao dark ambient, industrial, noise e outras alternativas do gênero. Clique nos links:
https://www.facebook.com/LunareMusic                                         https://lunarelabel.bandcamp.com/


O projeto Ciberpajé...

1. “CIBERPAJÉ – A Invocação da Serpente”
Parceria com Each Second/SP. (Lunare Music, 2014).

EP que abre a série, realizado em parceria com o projeto musical Each Second, do musicista Genilson Alves. O EP teve também uma tiragem numerada em versão CD, já esgotada. O trabalho criou ambiências ritualísticas densas para os aforismos propostos.


2. “CIBERPAJÉ – Lua Divinal” 
Parceria com Gorium/MT. (Lunare Music, 2015).
O segundo EP do projeto, "Lua Divinal", dessa vez em parceria com o vigoroso Gorium, veterana banda da cena Dark Ambient brasileira, radicada em Cuiabá (MT).


3. “CIBERPAJÉ – Heresia Cósmica”
Parceria com Léo da Heresia/ Brasília. (Lunare Music,  2016).
A obra foi gestada a partir do encontro do Ciberpajé com o artista ancestro-rebelde Léo da Heresia, figura lendária da cena underground de Brasilia, zineiro e músico experimental com extensa lista de lançamentos e apresentações ao vivo. O EP reuniu 4 aforismos do Ciberpajé recitados por ele e musicados por Léo da Heresia com o seu projeto (a)musical pUNk[A]I-sUIUk. Além das 4 faixas-aforismos o EP inclui uma intro especial ao som do berimbau elétrico de Heresia. Ciberpajé, além das vozes e aforismos também ficou responsável pela arte completa do EP, criando a arte da capa em sintonia com o som e proposta da obra. O EP gerou desdobramentos criativos como uma vídeo-performance do Ciberpajé recitando os aforismos com Heresia tocando-os e o projeto Inglês Mentufacturer remixando-os. Além de versões físicas em mini CD do EP original e da sua hackermixagem produzidos por Léo da Heresia. 

A vídeo-performance pode ser conferida nesse link: 

Este é um strEAm realizado a partir da filmagem de uma performance do CibeRPajÉ (edgar franco), onde ele recita seus aforismos, originalmente para a hackermixagem de mEntUfActUrEr (phil jones), mais as músicas do próprio ep "h[E]r[E]si[A] cÓsmic[A]".


4. “CIBERPAJÉ – O Estratagema da Aranha” 

https://lunarelabel.bandcamp.com/album/o-estratagema-da-aranha
Parceria com Quando os Céus e os Oceanos Colidem/SP-PR. (Lunare Music, 2016).
Nesse EP a parceria aconteceu com duas personalidades da cena darkwave brasileira, Genilson Alves e Gabriel Kalb que assinam a obra com o épico nome de seu novo projeto musical "Quando o Céu e os Oceanos Colidem". Dessa vez o trabalho inclui além de uma intro e de dois aforismos musicados, uma densa e obscura versão para a faixa Dawn in Blood, da banda portuguesa Wolfskin. A arte da capa ficou a cargo do Ciberpajé, mantendo a tradição dos EPs anteriores e retrata de forma mítica e metafórica a sua gata Ariel criando uma consonância com o clima e a proposta lírica da obra.
5. “CIBERPAJÉ – Verdades Voláteis” 
Parceria com Sérgio Ferraz/PE. (Lunare Music, 2016).
O EP foi lançado no dia 20 de setembro de 2016, dia do quinto aniversário da transmutação de Edgar Franco em Ciberpajé. A obra sonora, intitulada "Verdades Voláteis", celebra a parceria com o lendário musicista pernambucano Sérgio Ferraz. Ferraz está entre os pioneiros no uso do violino elétrico na música brasileira. Já gravou 4 álbuns solo e outros com os grupos Sonoris Fábrica e Quarteto Romançal. Paralelamente à carreira solo, participou das aulas-espetáculos ministradas por Ariano Suassuna. A música nordestina, o jazz, os sons da Índia e os elementos minimalistas e eletroacústicos influenciam a sua obra. Para o EP "Verdades Voláteis", Sergio Ferraz trabalhou em uma nova concepção sonora criando o que ele chamou de "aforismos-eletroacústicos-concretos".
6. “CIBERPAJÉ – Cura Cósmica” 
Músicas de Posthuman Tantra/GO & vozes do Granciberpajé Dimas Franco/MG. (Lunare Music, 2017).
O tema do EP é o nosso poder interior de autocura através da reconexão com nossa dimensão natural e Cósmica, ou seja, a reintegração com a natureza e nossa pura essência univérsica. A obra também é uma homenagem do Ciberpajé ao seu pai, o Granciberpajé Dimas Franco, demonstrando a força do amor e da conexão entre ambos. Dimas é o convidado especial do EP, recitando os aforismos nas 3 faixas criadas pelo Posthuman Tantra. O EP teve um videoclipe produzido a partir da faixa Aforismo I com direção de Anésio Neto e do Ciberpajé, e edição e fotografia de Daniel Rizoto e Diogo Vilela.


"A batida do meu coração dita o ritmo das mutações e da eterna renovação Cósmica"

7. “CIBERPAJÉ – Entranhas do Sol” 
Parceria com Alan Flexa/AP. (Lunare Music, 2017).
O EP "Entranhas do Sol" surgiu da parceria com  o notório musicista da região norte do país, Alan Flexa, e teve toda sua parte instrumental analógica criada por Flexa com forte influência das culturas ancestrais amazônicas. O Ciberpajé Edgar Franco selecionou 3 aforismos com forte conexão com a natureza e o Cosmos para a concretização do EP e gravou as vozes. Alan Flexa optou por um set de instrumentos acústicos para gerar as atmosferas imaginadas para as faixas. As vozes foram gravadas pelo Ciberpajé no estúdio Oca, em Goiânia; e as músicas foram gravadas, mixadas e masterizadas no Estúdio Zarolho Records, de Macapá, contando com o esmero e cuidado dos produtores Alan e João Flexa. O EP também teve um videoclipe produzido para a faixa Aforismo II, com direção e edição do Ciberpajé.

8. “CIBERPAJÉ – Egrégora” 
CD reunindo 21 bandas de 5 países musicando os aforismos do Ciberpajé. (Revista Gatos & Alfaces, 2015).
O CD "Ciberpajé - Egrégora", foi encartado na revista "Gatos & Alfaces # 6". Sendo um projeto organizado pelo Ciberpajé e pelo editor da revista, o poeta e ativista underground Luiz Carlos Barata Cichetto. O álbum tornou-se uma verdadeira egrégora, somando forças de músicos de várias partes do país e do mundo musicando com total liberdade os aforismos pré-gravados com a voz do Ciberpajé. A variedade de estilos, riqueza de melodias e antimelodias que surgiu surpreende. No CD temos desde o blues, passando pelo rock progressivo, pelo heavy metal e chegando a estilos como o dark ambient, o industrial e o noise. Uma viagem sonora pautada pela iconoclastia dos aforismos de Franco. As 21 bandas convidadas que integram o CD são: Posthuman Tantra & Luiz Carlos Barata Cichetto (Brasil); Muqueta Na Oreia (Brasil); Zemlya (Brasil); Blues Riders (Brasil); TransZendenZ (Suíça); Alpha III Project (Brasil); Poolsar (Brasil); Each Second (Brasil), Gorium (Brasil); Blakr (Inglaterra); Gabriel Fox (Brasil); Hidden in Plain Sight (Brasil); God Pussy (Brasil); Nix's Eyes (Brasil); Emme Ya (Colômbia); Vento Motivo (Brasil); Iamí (Brasil); 18 - ANT[ISM] (Brasil); Melek-tha (França); Kamboja (Brasil); Dimitri Brandi de Abreu (Brasil). A arte de capa ficou também nas mãos do Ciberpajé que optou por um estilo diferente do adotado na série de EPs. 

https://www.facebook.com/danyotima?lst=100003994400524%3A100002003118929%3A1487117465
http://ivsacerdotisa.blogspot.com.br/

SAIBA MAIS SOBRE CIBERPAJÉ:
https://www.facebook.com/Oidicius?lst=100003994400524%3A550131426%3A1488364227
https://www.youtube.com/user/posthumantantra
http://www.posthumantantra.legatusrecords.net/
https://myspace.com/posthumantantras
http://www.fotolog.com/edgar_franco/