sexta-feira, 25 de agosto de 2017

3-0-3 TANGO FUSIONTURNÊ EUROPEIA DO GRUPO PORTENHO PELA POLÔNIA 

DE 23 DE JUNHO ATÉ 8 DE AGOSTO O GRUPO PORTENHO 3-0-3 TANGO FUSION REALIZARÁ 33 CONCERTOS EM 25 CIDADES POLACAS.

* Por Heloísa Godoy 

Criado em 1996 na cidade de Buenos Aires, Argentina, pelas mãos de Hernan Valéncia (pianista e compositor) e Gerardo Solnie (baterista, percussionista e co-produtor), o grupo 3-0-3 Tango Fusion possui, em seu repertório, um rico trabalho musical que combina diferentes gêneros e estilos, entre eles música afrocubana, jazz latino, tango, milonga, funk, folk, reggae, entre outros.

A terceira turnê que acontece no verão europeu até o início do mês de agosto pela Polônia, é intitulada como Poland Super Tour 2017 por tratar-se de uma grande “aventura musical” a combinação de estilos do grupo, como assim dizia o grande maestro ¹Horacio Ferrer, ao participar juntamente com Walter Ríos (notável músico de tango argentino, compositor, diretor e bandoneonista) do primeiro álbum “Musica con Buenos Aires”, em 1999, pela PAI RECORDS.

Para a terceira turnê pela Polônia, o grupo apresenta seu mais recente trabalho em estúdio que conta com belíssimos arranjos em 13 canções, produzido e mixado por Nicolas Guerrieri (que produziu, dentre outros, grandes artistas como o brasileiro Carlinhos Brown).

Os concertos acontecem pelas seguintes cidades polacas: Kielce, Gdansk, Poznan, Krakow, Wroclaw, Torun, Elblag, Ustka, Slupsk, Lodz e Varsóvia. E, a cada apresentação, demonstra-se a grande e intensa receptividade dos polacos para com o rico repertório e seus integrantes. Casas como o Blue Note e Atelier jazz club receberam um grande público e, sob aplausos, pedidos de bis foram inevitáveis.

O virtuoso percussionista argentino Gerardo Solnie, faz uma análise sobre a super turnê, ainda em curso: “Cada cidade, cada público, cada club, cada cenário é uma aventura. A energia das pessoas nos influencia e nos impulsiona a 'novos caminhos musicais' porque a improvisação é parte de nossa música e, posso assim dizer que nossa música é uma viagem desde o tango tradicional passando pelo jazz e pela música folclórica da Argentina e América do Sul.”

Sobre o grupo, o músico explica: “Desde o início, o 3-0-3 somos eu como co-produtor, baterista e percussionista e Hernan Valencia (pianista e compositor). Poderia dizer que o melhor de nosso projeto é a possibilidade quase infinita de conhecer novos músicos pelo mundo, que é literalmente nosso cenário”. E continua: “Já participamos de festivais na Argentina, Suíça, Itália, Eslovênia, França, Luxemburgo, Alemanha, Polônia, Macau e com músicos de Alemanha, França, Hong Kong, Polônia e Holanda, porém a Poland Super Tour 2017 é extremamente a turnê mais intensa! São 25 cidades em  pouco mais de um mês!”

Sobre o Brasil, Gerardo fala de surpresas: “No começo do ano, enquanto preparávamos esta turnê polonesa, tivemos a imensa alegria de saber que em nosso amado Brasil, mais  precisamente no ²Palácio das Artes de Belo Horizonte, o maestro Nestor Lombida Hunt utiliza a música do 3-0-3 em suas aulas. Absolutamente uma grande honra!... E, talvez, nossa primeira pisada em solo brasileiro!”

Músicos convidados...

A “Poland Super Tour 2017” possui um condimento mais picante com a maravilhosa contribuição de grandes músicos espalhados pelo mundo tocando com o grupo em distintos palcos. São eles:

Cantora e guitarrista polaca conhecida do grupo desde o ano de 2003, na Alemanha, Malgorzata Leciejewska assumiu os destinos da grande turnê 2017 pela Polônia, onde vive atualmente. Esta é a terceira turnê que organiza para o grupo e definitivamente todas de enorme sucesso devido a seu profissionalismo e grande paciência em cuidar dos integrantes da banda.

Gonzalo Villalba, bandoneonista argentino atualmente vivendo em Paris.

Pablo Nemirovsky, bandoneonista e flautista franco/argentino participante imprescindível e eterno do 3-0-3 para todas as turnês desde o ano  de 2002, nos palcos do Montreux Jazz Festival.

Diretamente de Hong Kong especialmente para os concertos, junta-se ao 3-0-3, um grande amigo e companheiro de aventuras Cy Leo, gaitista virtuoso, mestre em harmônica e o melhor do mundo, de Vivaldi a Piazzolla!

Também se une ao grupo para esta turnê, vinda da Holanda, a grande bandoneonista e amiga Simone van der Weerden que abriu um espaço em sua tão atarefada agenda para acompanhar o grupo!

Desde a turnê de 2015 também participa com o 3-0-3, no saxofone e clarinete, um jovem talento da cena do jazz de Gdansk, Jakub Klemensiewicz.

Como convidado especial para dois concertos o grupo terá um “tanguero polaco”, o famoso bandoneonista Raphal Grzaka, de Varsóvia.

TRAJETÓRIA...


1999 - Primeiro álbum "MUSICA CON BUENOS AIRES". Contém todas as composições e arranjos originais de Hernan Valéncia.
2002 - 3-0-3 TANGO FUSION se apresenta na Suíça para o Festival de Jazz de Montreux.
2003 - turnê na Itália, Suíça e Alemanha.
2004 - Segundo álbum  ‘‘BUENOS AIRES NOMADE’’, onde os músicos foram acompanhados por Diego Neder (baixo), Luciano Sciarreta e Pablo Mainetti (ambos bandoneon).
2005 - apresentações no Jazz Cafe Stauffacher w Bernie (Suíça), Tarascon Latino Festival, o Festival Amerique Latine na França e em Paris no La Vieille Grille.
2009 - lançamento do DVD.
2012 - Lançam o álbum MICHEL PEYRONEL Y LA 303 ‘‘CLUB ATLETICO DE MUTANTES’’, com a participação da estrela do rock argentino Michel Peyronel.
2013 - Estreia do álbum ‘‘TANGOMAN’’, que contém elementos de rap, conectando-se ao estilo da tradicional música contemporânea.
2014 - apresentam-se no Cotai Jazz & Blues Festival, em Macau e a primeira turnê pela Polônia. Colaborou nesta turnê, o virtuoso gaitista de Hong Kong - Cy Leo, vencedor do ‘‘World Cup’’ Harmonic Festival Mundial de 2014. O concerto foi gravado e lançado em CD.
2015 - Nova turnê pela Polônia. Juntou-se à banda Jakub Klemensiewicz  (saxofone e clarinete).
2017 - Atual turnê pela Polônia e lançamento do mais recente trabalho, produzido e mixado por Nicolás Guerieri.


AGENDA...
20 Julho – Gdansk Filia Gdanska ul. Mariacka
21 Julho – ZOK Nowy Dwór Gdanski
23 Julho – Gdynia Blues Club
25 Julho – Kazimierz Dolny Korzeniowa
26 Julho – Lódz New York Klub
27 Julho –Varsovia
28 Julho – Bielsko Biala Metrum Jazz Club
29 Julho – Kedzierzyn Kozle Kameleon
30 Julho – Teatro Muzyczny Torun
01 Agosto – Delfin Ustka
02, 03 e 04  Agosto – Krynica Morska Hotel Continental
05 Agosto – Radom Kuznia Artystyczna
06 Agosto – Slupsk Garden Party u Karola Park com Waldorffa Filharmonia Baltica

Daqui do Brasil, acompanhamos os passos do grupo através de suas redes sociais.



SAIBA MAIS SOBRE A BANDA 3-0-3 TANGO FUSION:
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¹Horacio Arturo Ferrer Ezcurra (1933 – 2014) escritor, poeta e historiador do tango uruguaio, nacionalizado argentino, compôs mais de duzentas canções e escreveu vários livros de poesia e história sobre o tango. Letrista de Astor Piazzolla, como a 'Balada para un loco' – incluída entre as 100 melhores canções latinas da história e a opereta 'María de Buenos Aires'. Foi presidente da Academia Nacional del Tango na República Argentina até o dia de sua morte.
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²Palácio das Artes, vinculado à Fundação Clóvis Salgado, é o maior centro de produção, formação e difusão cultural de Minas Gerais e um dos maiores da América Latina. Situado em Belo Horizonte foi inaugurado no ano de 1971.

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* Heloísa Godoy é pesquisadora, ghost writer e esportista. Há 20 anos no mercado musical através da Keyboard Editora e, há 10 no mercado de revistas, tendo trabalhado na extinta Revista Weril. Atualmente é publisher e uma das idealizadoras da Revista Keyboard Brasil - publicação digital pioneira no Brasil e gratuita voltada à música e aos instrumentos de teclas.




Tubular Bells MIKE OLDFIELD

APRESENTANDO UMA SÉRIE ECLÉTICA DE INSTRUMENTOS E UMA VARIEDADE IGUALMENTE HETEROGÊNEA DE SONS E RITMOS QUE, ENGENHOSAMENTE MISTURADOS, CRIARAM UMA VIAGEM SINFÔNICA SUBLIME, FASCINANTE, ÀS VEZES SURPREENDENTE, ATRAVÉS DO ROCK PROG NEW AGE, O TUBULAR BELLS FOI O ÁLBUM MARCANTE QUE LANÇOU O VIRGIN RECORDS - E A CARREIRA DO MULTI-INSTRUMENTISTA INGLÊS, NA ÉPOCA COM 19 ANOS, MIKE OLDFIELD. HOJE, A DICA TÉCNICA É A TRILHA  DE “O EXORCISTA”. BONS ESTUDOS!
 * Por Amyr Cantusio Jr. 

O rock progressivo inglês dos anos 70 não se resume só aos grandes nomes como Pink Floyd, Genesis, Yes e Emerson Lake and Palmer. Além deles, há, por exemplo, um artista que se define como a ‘‘banda de um homem só’’, o multiinstrumentista autodidata e compositor inglês Mike Oldfield, que se lançou no mercado fonográfico no início dos anos 70, com sua obra máxima,‘‘Tubular Bells’’. Teve a sorte de a música ser escolhida para ser trilha sonora do filme “O Exorcista”, clássico deste período. Mike vem das escolas de música erudita minimalista e mistura muito bem sua bagagem ao rock e ao folk inglês.

De maneira geral, suas trilhas são básicas e o minimalismo é repetitivo na sua temática exigindo, porém, uma técnica absoluta, matemática e constante. Isto dificulta a execução de quem não está acostumado a “exercícios” instrumentais. Seria similar à música de J. S. Bach na técnica.

Em Tubular Bells temos um compasso sincopado 5/4  que vi muito músico bom se enrolar e não conseguir tocar o tema ao piano!!

Esta partitura simples está em 135 BPM e tom de Am. Na mão esquerda  há uma progressão de acordes em cada 2 compassos seguindo esta ordem diatônica: Am-G-F-Em-Dm-C-Am.

Eu toco tudo meio-tom acima (A#m) pois estou acostumado a tocar em harmonia Bemol e Sustenido (nos acidentes).

Decerto é bem mais difícil. Mas a partitura básica do tema aqui colocada é tradicional e fácil. Basta focar a DIVISÃO do tempo que é o problema.


Bons estudos!!

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*Amyr Cantusio Jr. é músico (piano, teclados e sintetizadores) compositor, produtor, arranjador, programador de sintetizadores, teósofo, psicanalista ambiental, historiador de música formado pela extensão universitária da Unicamp e colaborador da Revista Keyboard Brasil.





SHURE ABRE SEU PRIMEIRO ESCRITÓRIO NO BRASIL

COM ATUAÇÃO GLOBAL, COMPANHIA  AMERICANA ABRIU PORTAS NA CIDADE DE SÃO PAULO.
  * Redação

A Shure, empresa americana que atua há mais de 90 anos no setor de microfones e soluções de áudio, inaugurou em junho seu primeiro escritório no Brasil.

Localizado em São Paulo, a sede nacional fortalece a estratégia da companhia em ampliar sua presença no país. “O Brasil é muito importante para o crescimento da Shure, e entendemos a necessidade de estarmos fisicamente alocados nesse mercado”, afirma José Rivas, Diretor Geral da Shure para a América Latina.

Com a sua abertura, os colaboradores do escritório estarão mais próximos de distribuidores, parceiros, clientes e consumidores finais, desenvolvendo serviços e suporte de forma mais ágil e personalizada de acordo com cada necessidade. Desse modo, o local centraliza as equipes de marketing, vendas, suporte técnico, marketing de produto, recursos humanos e finanças.

“Conseguiremos integrar de forma ainda mais eficiente nosso time Brasil, e isso é fundamental para que continuemos a ser reconhecidos pela nossa qualidade e entrega de produtos, estando ainda mais conectados com as oportunidades locais”, acredita Rivas. “Esse é um grande passo para que a gente possa manter nossos planos de expansão em toda a região”, finaliza o executivo.

Desde 2015 a empresa vem promovendo ações para garantir uma aproximação direta cada vez maior com o público brasileiro. O escritório da Shure está localizado no bairro do Itaim, na capital paulista.
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* Fundada em 1925, a Shure Incorporated (http://www.shure.com/) é reconhecida como a maior fabricante mundial de microfones e produtos eletrônicos de áudio. Sua linha diversificada de produtos inclui microfones com fio, sistemas de microfone sem fio, sistemas de monitoramento pessoal intra-auricular, sistemas de conferência e discussão, sistemas de áudio em rede, premiados earphones e headphones, além de cartuchos fonográficos da mais alta qualidade. Sediada em Niles, Illinois (EUA),  possui sedes regionais de vendas e marketing em Eppingen (Alemanha) e Hong Kong (China) e 30 outras unidades de fabricação e escritórios regionais de vendas nas Américas, Europa, Oriente Médio, África e Ásia.




Os super teclados e o retorno às origens 

O QUE, NÓS, TECLADISTAS, TEMOS A VER COM TODA HISTÓRIA DA MÚSICA? SIMPLESMENTE TEMOS TUDO A VER!!

 * Bruno de Freitas

A História da Música é belíssima. Desde que o homem apareceu na Terra, a música o acompanha, expressando a interioridade, a natureza que nos cerca, os sons que conhecemos e os sons que só existem porque existimos: os sons que inventamos.

No decorrer da linha do tempo que costumamos estudar e contar, a.C. e d.C, muita coisa aconteceu e, em especial, de quinhentos anos até os dias atuais. Não que a Idade Média seja a “Idade das Trevas”, longe disso, pois muita riqueza cultural e de conhecimento científico veio dela; nem que a Idade Antiga (Grécia e Roma) fiquem fora do nosso mapa musical, de lá também veio o que temos hoje nos princípios e até avanços do conhecimento científico e artístico.

Mas vale focar agora, dos quinhentos anos até os dias atuais, no que tem ocorrido na música, especialmente ocidental.

Após a Reforma Protestante, o início das Grandes Navegações, a “descoberta”  do Novo Mundo, o caminho das Índias (muitas mercadorias da lá para aqui - gostos, costumes e até instrumentos como o violino), o mundo girou mais rápido. Vale a pena recordar aqui, cronologicamente e arredondando de 1500 até hoje, a história (da música) é nomeada, basicamente, em Renascimento, Barroco, Neoclassicismo (ou propriamente Classicismo), Romantismo, Modernismo e Contemporâneo.

Cada período da história foi, e vai, aglomerando novos sons, novos instrumentos, novas técnicas, novos gêneros e estilos musicais, assim como maneiras “novas” de fazer música.       
Contudo, a produção musical esteve em alta, especialmente nos últimos trezentos anos. Parece paradoxal, pois hoje também temos uma produção musical em alta. Mas, é inevitável reconhecermos, e nos alegrarmos! Que maravilha os grandes compositores nos deixaram! Monteverdi, Handel, Corelli, Scarlatti, Vivaldi, Bach, Mozart, Haydn, Gluck, Beethoven, Schubert, Schumann, Liszt, Wagner, Bizet, Debussy, Rachmaninoff, Carlos Gomes, Villa Lobos entre muitos outros. Que beleza!

Todos estes nomes foram e são nossos professores de arranjo, composição, instrumentação e ideias infinitas, fontes de inspiração. A História da Música é infinitamente gratificante, edificante e fonte infinita para nós e para as próximas gerações.

Com o legado dos grandes nomes da música, o desenvolvimento do timbre perfeito de cada instrumento tem se aprimorado - convido aqui, caro leitor, à dar uma olhada na edição nº 47, na matéria “Piano, o Rei dos Instrumentos” do nosso colaborador e amigo Uhlik, ao qual aborda o desenvolvimento deste maravilhoso instrumento, e sua inacabada trajetória.

Se analisarmos cada instrumento pop hoje - trompete, sax, violão, violino, guitarra, contrabaixo, piano, bateria, flauta transversa, chegamos à uma conclusão comum entre todos: o tempo e o desenvolvimento no campo da luthieria melhora sempre os instrumentos, e resumindo, quanto mais atual, melhor o som.

Pensando bem, não apenas os pop mas todos! Todos os instrumentos de uma orquestra sinfônica, por exemplo. Quanto mais atual, melhor. Melhor o timbre, melhor a resposta, melhor a maneira de tocar, melhor a mecânica e as nuances. Aí vem à tona a nossa sina de músicos “qual o próximo lançamento?” Chega a ser cômico.

E nós, tecladistas, o que temos a ver com toda essa história? Tudo! Temos tudo a ver.

O profissional das teclas hoje,  precisa de todo esse legado da história da música junto e inserido no seu equipamento, no seu setup. Tocar numa banda de baile, por exemplo, requer do tecladista uma biblioteca incrível à sua disposição. Um bom naipe de metais, um bom piano acústico, um bom naipe de madeiras, timbres específicos de flautas, inclusive timbres dos synths analógicos do século passado. Além disso, requer um equipamento robusto, que não o “deixe na mão” na correria entre um show e outro. Aproveito aqui para mencionar a dinastia Yamaha Motif (Motif, Motif ES, Motif XS, Motif XF e comemorativa XF WH) e, agora, com o herdeiro já muito bem sucedido Yamaha Montage, dez vezes mais poderoso.

O Yamaha Montage faz-nos respeitosamente chamá-lo de um super teclado e o retorno às origens. Mas o que o traz à tal nível? Simples: sua incrível biblioteca de samples internos fiéis à história da música (herdado de todos os Motifs), somado a síntese FM, agora chamada de FM-X. É feliz lembrar que o DX e a tecnologia FM deu um brilho especial no curso da música mundial, registrado por grandes clássicos do Pop.

A família Motif simplesmente fez e faz história no mundo inteiro, os preferidos e o número um em vendas em todo o globo, e que conseguiu acolher toda a história da música e sua vasta biblioteca de timbres com alta fidelidade e com alta confiabilidade de hardware e software.

Em paralelo, a vasta família dos teclados arranjadores, como a linha Yamaha PSR-S e o Yamaha Tyros fazem história, respeitando a linha do tempo da música mundial, ao qual oferece alta qualidade nos timbres internos, inclusive categorizados por fidelidade/ capacidade de sampleamento, dependendo do modelo, como o Cool! Voice; Live! Voice; Sweet! Voice; Mega Voice; Super Articulation 1 e 2!

Tudo isso nos deixam muito felizes, uma vez que nos dá a certeza de que a música séria está sendo respeitada, e conseguimos estudar, produzir, tocar ao vivo e apreciar com clareza a vasta música e história da música mundial. Isso sem mencionar os incríveis pianos digitais e as clavinovas, com fidelidade e versatilidade ímpar e que herdam os timbres dos extraordinários grand pianos.

A paixão sobre os super teclados, suas origens e suas propostas é astronômica, entretanto, vamos aos poucos. Edição por edição podemos abordar mais sobre respeito, aprendizado e mão na massa sobre a relação da história da música e o fazer musical hoje. As tecnologias que temos à disposição e a realidade nossa como músico brasileiro, em meio ao contexto político e econômico confuso que estamos inseridos.


Uma coisa é certa: vale a pena a pesquisa, a consciência do inacabado e da melhora constante, para uma compreensão cada vez mais clara de como fazer música de qualidade, clareza sobre nossos equipamentos, sempre com humildade, sendo assim músicos-referência em uma sociedade que precisa da gente.
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* Bruno de Freitas é Tecladista, professor, produtor, demonstrador de produtos da Yamaha, endorser da Stay Music e colaborador da Revista Keyboard Brasil




quarta-feira, 23 de agosto de 2017

JORDAN RUDESS - O ícone do rock progressivo

ELEITO O MELHOR TECLADISTA DE TODOS OS TEMPOS, JORDAN RUDESS, DA BANDA DREAM THEATER É UM GRANDE ÍCONE DO ROCK PROGRESSIVO. DE INÍCIO, PIANISTA CLÁSSICO E ESTUDANTE DA JULLIARD SCHOOL OF MUSIC, O MÚSICO CONTA EM ENTREVISTA EXCLUSIVA PARA A REVISTA KEYBOARD BRASIL, COMO TUDO MUDOU AO CONHECER O ROCK PROGRESSIVO DE KEITH EMERSON, RICK WAKEMAN E TONY BANKS E O SOM QUE TANTO O IMPRESSIONOU ATRAVÉS DO MOOG E DO HAMMOND. 

Tecladista, produtor, compositor e intérprete Jordan Charles Rudess ou, simplesmente, Jordan Rudess nasceu em 4 de Novembro de 1956, em Great Neck, New York. Integrante da banda de rock progressivo Dream Theater  também fez parte de outro super grupo de rock progressivo chamado Liquid Tension Experiment.

De família judia, foi descoberto por sua professora de piano do segundo grau e imediatamente depois começou a ter aulas de piano. Aos nove anos Jordan ingressou na Juilliard School of Music ( https://www.juilliard.edu/ ) em piano clássico, mas, durante sua adolescência, se interessou cada vez mais por sintetizadores e pelo rock progressivo. Apesar dos conselhos de seus pais e tutores, Jordan abandonou o piano clássico para seguir como tecladista de rock progressivo solo. 

Durante a década de 1980, Jordan tocou em diferentes projetos. Porém, em 1994, chamou a atenção de maneira mundial quando foi eleito “Best New Talent” por leitores da americana Keyboard Magazine pelo lançamento solo de seu primeiro álbum Listen.  Logo, duas bandas se interessaram por Jordan: Dixie Dregs e Dream Theater; Entretanto, o músico escolheu os Dregs para não causar um grande impacto em sua família, coisa que não aconteceria caso escolhesse a banda Dream Theater.

Certa vez, ainda com os Dregs, Jordan realizou um “super dueto” com o baterista Rod Morgenstein. A origem dessa jam ocorreu durante uma queda de energia elétrica em um show, onde todos os instrumentos deixaram de funcionar, exceto o teclado. Assim, Morgenstein e Jordan improvisaram até o restabelecimento da energia e o show pudesse continuar. A química entre eles foi tão forte durante esta jam, que pouco depois decidiram tocar juntos em um projeto de rock progressivo feito por um teclado e uma bateria. Sob o nome de “RMP” (Rudess Morgenstein Project),  lançaram um álbum de estúdio e outro ao vivo através da Domo Records.

Jordan encontrou-se mais uma vez com os integrantes do Dream Theater quando ele e Morgenstein tocaram em turnê pela América do Norte. Em 1997, Mike Portnoy pediu-lhe para formar um supergrupo através do selo Magna Carta Records, o músico concordou juntando-se aos já famosos Tony Levin baixista do grupo King Crimson e John Petrucci. Durante a gravação dos dois álbuns com o “Liquid Tension Experiment”, tornou-se evidente, tanto para Portnoy como para Petrucci, que Jordan era o que o Dream Theater estava procurando. Então novamente pediram para que o músico fizesse parte da banda. E, dessa vez, aceitou entrando no lugar de Derek Sherinian.

Assim, tornou-se tecladista do Dream Theater desde as gravações do famoso álbum de 1999 Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory. Também tem feito álbuns fora do Dream Theater e fora do contexto “progressivo”, tal como sucedeu no ano de 2001, quando lançou um álbum duo com Petrucci (lançado em CD An Evening With John Petrucci and Jordan Rudess), também realizou apresentações para a banda Blackfield como atração de abertura nas turnês de 2005 e 2007. Além de contribuir para o álbum de Steven Wilson em 2011 Grace of Drowing.
Em 2010, Jordan compôs Explorations para teclado e Orquestra, sua primeira composição clássica. Foi premiado na Venezuela em 19 de Novembro de 2010 pela Orquesta Juvenil Sinfónica de Chacao com o regente convidado Eren Basbug. O músico participou dessa premiação junto com a orquestra tocando  teclados. 

Sobre isso, a ideia de criar o projeto “Explorations” para teclado e orquestra, Jordan diz: “Há tempos queria fazer uma obra para orquestra. Então, quando comecei a pensar nessa peça, vi um jovem músico da Turquia pela internet fazendo arranjos do Dream Theater para orquestra e fiquei muito impressionado! Então, pensei que este jovem, Eren Basbug, poderia me ajudar com o concerto, colaborar com as orquestrações porque era ousado e conhecedor do que fazia. Eu escrevi para ele que se emocionou porque é um grande fã da banda. Foi excelente essa escolha porque necessitava de alguém para fazer esse trabalho comigo. Esta peça era louca e selvagem, uma combinação  de rock clássico e progressivo, arranjada para teclados, ainda que seu primeiro movimento fosse mais um concerto de piano e orquestra, os outros movimentos foram feitos para teclado.”

Jordan Rudess foi eleito em 28 de Julho de 2011 pela revista Music Radar como o melhor tecladista de todos os tempos. Jordan afirma que suas influências como tecladista são Keith Emerson, Tony Banks, Rick Wakerman e Patrick Moraz. Seus artistas e grupos favoritos são Gentle Giant, Yes, Genesis, Pink Floyd, Emerson Lake & Palmer, King Crimson, Jimi Hendrix, Autechre e Aphex Twin. Além das influências clássicas como Prokofiev, Rachmaninoff e Bartok, tão presentes em sua vida.

Sobre a importância do trabalho dos tecladistas citados Rick Wakeman, Tony Banks e Keith Emerson no desenvolvimento do rock progressivo, Jordan diz: “Quando menciono a todos estes nomes como Rick Wakeman, Keith Emerson e Tony Banks, estou mencionando a todos os meus heróis. Eles são a razão pela qual virei tecladista, são uma grande influência. Eu era um pianista clássico antes, estudava na Julliard e me dedicava à música clássica, era pianista de concertos, mas logo tudo mudou, conheci o Moog, o órgão Hammond e conheci  Ketih Emerson e o álbum The Six Wives of Henry VIII, de Rick Wakeman, esse som me impressionou”.

Sobre seu reconhecimento tanto de público, quanto da crítica, Jordan diz: “Chegar a ser reconhecido pelo meu trabalho como músico, desde sempre não somente foi uma meta, um objetivo, como também se converteu em uma forma de viver. Ter obtido o reconhecimento depois de todos esses anos de dedicação à música é algo muito bonito como experiência de vida”.

Apenas por curiosidade, quando o baterista Bleu Ocean estava reunindo um time de 34 outros bateristas para tocar na canção “Bring the Boys Back Home”, do álbum The Wall do Pink Floyd, ele convidou Jordan para a gravação, uma vez que o tecladista andava tocando bateria. Contudo, a performance de Jordan foi rejeitada pelo produtor Bob Ezrin. Àquela época, Jordan já havia escolhido os teclados como seu instrumento principal.

Junto ao Dream Theater recém finalizou a turnê “Images Words and Beyond”, de cinco semanas pela Europa: “Foi muito emocionante e estamos em comemoração ao 25º aniversário do álbum em questão!! Vamos continuar esse passeio após o verão, seguindo para a Ásia, Austrália e América do Norte e, quando tudo isso for feito, começaremos a trabalhar em nosso novo álbum!”, disse o músico para a Revista Keyboard Brasil. The show must go on, caro Jordan! A seguir, leia a entrevista exclusiva para nosso colaborador Amyr Cantusio Jr.


ENTREVISTA...

Revista Keyboard Brasil – Fale sobre sua formação musical oficial. Estudou piano clássico? Como e onde?
Jordan Rudess – Estudei piano na escola Juilliard de 9 a 19 anos em que  eu deixei de buscar outros tipos de música e tecnologia! Eu sempre fui um improvisador e quando descobri o sintetizador Moog e o rock progressivo, sabia que tinha que passar da música clássica para se concentrar em outras coisas. É claro que hoje também voltei a tocar clássico.

Revista Keyboard Brasil – Qual a sua principal influência (compositores / bandas / música erudita)?
Jordan Rudess – Tudo da música clássica ao rock para o eletrônico. Alguns favoritos são: Bach, Chopin, Debussy, Prokofiev, Emerson Lake e Palmer, Genesis, YES, SigurRos, Aphex Twin, Squarepusher.

Revista Keyboard Brasil –  Depois do Dream Theater, conte-nos sobre seus projetos solo.

Jordan Rudess – Meus projetos solo são uma ótima oportunidade para eu expressar todos os outros lados de quem eu sou musicalmente. Tudo a partir de álbuns de piano individuais, como o mais recente álbum “The Unforgotten Path to Rock”, como também “The Road Home ou Rhythm Of Time”. Estou vendo  a possibilidade de escrever outro álbum de rock neste verão!

Revista Keyboard Brasil –  Qual a sua fé? Espiritismo? Pagão? Agnóstico? Wicca? Você acredita na vida após a morte? Sua visão interior tem alguma integração com sua música?
Jordan Rudess – Minha fé é a magia da música e a ressonância da energia em todas as coisas. Eu acredito que a energia continua depois de termos partido deste plano material e a possibilidade de continuar em outras formas de existência. Minha meditação geralmente é no piano.

Revista Keyboard Brasil –  Qual o seu principal instrumento de teclado (piano ou sintetizadores?) O que você prefere? Ou ambos? Outros instrumentos também? Detalhes, se possível.
Jordan Rudess – O piano é a base para mim, mas uma grande parte de quem sou também é a eletrônica e o sintetizador. Também estou muito envolvido individualmente e com a minha empresa Wizdom Music no futuro dos instrumentos musicais expressivos. Sou envolvido e defensor de instrumentos de hardware recentes, como o Continuum, o Seaboard, o Linnstrument, o EigenHarp, etc...

Revista Keyboard Brasil – O que você pode dizer aos pianistas / tecladistas sobre como melhorar seu conhecimento musical?
Jordan Rudess – Atualmente, há tanta informação e excelentes lugares para estudar! Por um lado, tenho um conservatório on-line em https://www.jroc.us/onde as pessoas podem aprender diretamente com meu material musical. O MacProVideo é um ótimo recurso online para todas as coisas, música e tecnologia gráfica e escolas como Berklee College of Music e Stanford CCRMA são incríveis para aprender sobre a tecnologia, música eletrônica entre outros.

Revista Keyboard Brasil – Quais são seus 5 melhores tecladistas do mundo de todos os  tempos? Sua opinião e obras citadas  (um CD ou LP)!
Jordan Rudess – Patrick Moraz, ouça o álbum Refugee 70's ! Keith Emerson, certamente TARKUS é uma grande influência. Jan Hammer, eu adoro seu álbum solo “The First Seven Days”. Rick Wakeman –“As seis esposas de Henrique VIII” e Chick Corea - Now He Sings Now He Sobs! 

Revista Keyboard Brasil –  Qual seu último trabalho musical? CD? Você pode contar sobre seus últimos novos projetos?
Jordan Rudess – O último álbum que fiz com o Dream Theater foi intitulado “The Astonishing” foi um grande projeto com o qual estou tão orgulhoso! Foi também a nossa maior produção de turnês até agora! Meu último álbum solo foi “The Unforgotten Path”, que era um álbum de piano solo com algumas faixas autorais  e também revisitando algumas músicas que desempenharam um papel importante na minha vida musical!

Revista Keyboard Brasil – Como é sua vida musical nesses anos de estrada com o  Dream Theater (agora e no passado)?
Jordan Rudess – Acabamos de voltar da turnê “Images Words and Beyond”de 5 semanas na Europa. Foi muito emocionante e estamos em comemoração ao 25º aniversário do álbum em questão!! Vamos continuar esse passeio após o verão na Ásia, Austrália e América do Norte e quando, tudo isso for feito, começaremos a trabalhar no nosso novo álbum!

Revista Keyboard Brasil – Muito obrigado pela entrevista Jordan!
Jordan Rudess – Agradeço muito a sua boa vontade em me entrevistar Amyr Cantusio Jr.  e à Revista Keyboard do Brasil pela consideração!!



SAIBA MAIS SOBRE JORDAN RUDESS:
http://www.jordanrudess.com/
https://www.facebook.com/jordanrudessofficial
https://www.instagram.com/jcrudess/
https://www.youtube.com/user/JCRUDESS
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*Amyr Cantusio Jr. é músico (piano, teclados e sintetizadores) compositor, produtor, arranjador, programador de sintetizadores, teósofo, psicanalista ambiental, historiador de música formado pela extensão universitária da Unicamp e colaborador da Revista Keyboard Brasil.


* Heloísa Godoy Fagundes é pesquisadora, ghost writer e esportista. Há 20 anos no mercado musical através da Keyboard Editora e, há 10 no mercado de revistas, tendo trabalhado na extinta Revista Weril. Atualmente é publisher e uma das idealizadoras da Revista Keyboard Brasil - publicação digital pioneira no Brasil e gratuita voltada à música e aos instrumentos de teclas.



quinta-feira, 20 de julho de 2017

48ª EDIÇÃO DA REVISTA KEYBOARD BRASIL


JUlhO DE 2017


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EDITORIAL


*Heloísa Godoy Fagundes - publisher
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Trazendo sentido à vida


Salve músicos e apreciadores da boa música! Mais uma edição é lançada com o intuito de fazê-lo contagiar-se pela arte que alimenta a alma, transmite alegria, emociona e também tem o poder de transformar: A MÚSICA! Como matéria de capa deste mês juntamente com uma entrevista exclusiva realizada pelo colaborador Amyr Cantusio Jr, trazemos o tecladista virtuoso da banda Dream Theater, compositor e desenvolvedor de aplicativos de música, Jordan Rudess. Luiz Carlos Rigo Uhlik apresenta a segunda parte da matéria sobre o piano - rei dos instrumentos. Hamilton de Oliveira nos presenteia com uma crônica da vida real em alto mar. Maestro Osvaldo Colarusso traz os 450 anos de Monteverdi. Sergio Ferraz fala sobre o novo projeto de Edgar Franco, o Ciberpajé, o álbum Pós Quintessência. Ultrapassando fronteiras, nesta edição apresentamos a banda 3-0-3 Tango Fusion, vinda da Argentina e que realiza sua terceira e grande turnê pela Polônia, mesclando o  tango, o jazz e o folclore sul-americano. A dica técnica do mês é a trilha sonora do filme 'O Exorcista", Tubular Bells, de Mike Oldfield. Bruno de Freitas aponta os super teclados e o retorno às origens. Inaugurando o primeiro escritório no Brasil, temos uma matéria sobre a Shure, maior fabricante mundial de microfones e produtos eletrônicos de áudio. Na seção outros sons, trazemos uma entrevista com o renomado baterista Di Stéffano. Grande notícia sobre a aposentadoria para os músicos através da união da ANAFIMA com a Ordem dos Músicos do Brasil. Sobre pioneirismo, Rafael Sanit expõe a história de sucesso da Casio. Para quem deseja se instruir e elevar a alma, a indicação de Amyr Cantusio Jr é ouvir a KFK Webrádio. Matéria bastante interessante sobre as ondas binaurais, dessa vez falando dos artistas que exploraram e ainda exploram esse tema. Entre eles Lou Reed, Pink Floyd e Pearl Jam. Finalizando, o lançamento do tão esperado álbum de Hermeto Pascoal e Big Band, intitulado Mundo dos Sons. E, músicos, não se esqueçam: sejam vistos! Peçam a tabela com valores promocionais para divulgação em nossas publicações através do email contato@keyboard.art.br. Em tempo: cliquem, curtam, compartilhem e façam seus comentários porque a Revista Keyboard Brasil é feita para você, leitor!

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* Heloísa Godoy Fagundes é pesquisadora, ghost writer e esportista. Há 20 anos no mercado musical através da Keyboard Editora e, há 10 no mercado de revistas, tendo trabalhado na extinta Revista Weril. Atualmente é publisher e uma das idealizadoras da Revista Keyboard Brasil - publicação digital pioneira no Brasil e gratuita voltada à música e aos instrumentos de teclas.