terça-feira, 27 de junho de 2017

JORGINHO ARAÚJO

PRODUTOR, TECLADISTA E MÚSICO DE MÃO CHEIA!

* Rafael Sanit


Jorginho Araújo, paulista de nascimento mas de sangue nordestino, iniciou sua carreira com apenas dois anos de idade na Turma do Barulho, onde dividia uma banda infantil com suas irmãs, Elen, Suelen e Daniela Araújo. Criado em meio às produções de seus pais, Jorge Araújo e Eula Paula, no Estúdio Nova Geração em Osasco.

É casado, pai, obreiro voluntário na Igreja Presbiteriana de Santana de Parnaíba – cidade onde reside atualmente – preza por um estilo de vida sossegado – pelo menos quando a correria da vida permite.

Em sua jornada, o tecladista, já tocou com o Pregador Luo, Adoração e Adoradores. Como produtor, Jorginho trabalha sob influência dos anos 80 nos timbres, composições, arranjos, sonoridade e produções. Além de Guilherme Arantes, Roberto Carlos e Roupa Nova no cenário nacional,Yani, Toto, Michael Jackson, Petter Gabriel fazem parte de suas influencias musicais.

Atualmente, atua como produtor na NG MULTIMIDIA, onde é um dos sócios proprietários, empresa de assessoria em mídias digitais para cantores. Além de sua irmã, Daniela Araújo, o músico já produziu cantores conhecidos como Shirley Carvalhaes, Cristina Mel, Eliane Silva, Leonardo Gonçalves, Gabriela Rocha, Priscilla Alcântara, André e Felipe, Bekah Costa, e Jotta A. 

Jorginho é conhecido por acreditar e lançar novos talentos que não tem tanto apelo comercial, com estilos diferentes, como o Coral Kemuel, o próprio Jotta A., sendo considerado um 'olheiro' da música gospel, buscando sempre novidades no mercado. 

Em produção, além do novo projeto da cantora DANIELA ARAUJO, novos artistas estão sendo produzidos, como Marcelle Veiga, Sendy Sena, Dennise Kelly , Gabi Smith, Rodrigo e Mael e Amanda Rodrigues.

Jorginho tem o apoio da Ear Sound, STAY MUSIC, Casio, Tiaflex Cabos, além da equipe da IDEAL MIX, outra empresa de eventos e equipamentos que fornecem estrutura para os projetos de áudio, vídeo e shows. Para o futuro próximo, novas parcerias estão por vir.

SAIBA MAIS SOBRE JORGINHO ARAÚJO:

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* Rafael Sanit é tecladista, Dj e produtor musical. Demonstrador de produtos Roland e Stay Music, realiza treinamentos para consultores de lojas através de workshops e mantém uma
coluna na Revista Keyboard Brasil. É endorsee das marcas Roland, Stay Music, Mac Cabos, First Audio, Mogami Cables e Jones Jeans. 





Editor de vozes: o corretor de afinação

SAIBA MAIS SOBRE O CORRETOR DE AFINAÇÃO - PODEROSO SOFTWARE DE EDIÇÃO QUE TEM CONSEGUIDO RESULTADOS IMPRESSIONANTES EM RELAÇÃO À AFINAÇÃO DA VOZ.
 * Por Hamilton de Oliveira

Ele é considerado um “santo milagreiro” de alguns cantores que têm dificuldades com afinação na hora de gravar em estúdio. Uma ferramenta que tem conseguido resultados impressionantes no tocante à afinação da voz. Estou falando do corretor de afinação, um poderoso software de edição que, nas últimas duas décadas, tem sido usado em praticamente 90% dos estúdios no Brasil.

Com a evolução da tecnologia e o tempo curto para se produzir um trabalho musical no Brasil, na maioria das vezes o cantor tem que gravar em dois ou três “takes”. Essa pressa, aliada com a dificuldade em afinar, pode resultar em uma melodia cheia de erros de afinação.

Antigamente, os cantores entravam em estúdio e gravavam várias vezes a mesma música até ficar perfeita, pois não existia esse recurso à disposição. Ainda assim, existem alguns artistas que não gostam de utilizar afinador em suas gravações, deixando a melodia da maneira que foi gravada.

Um dos softwares mais conhecidos no que diz respeito a edição de melodias é o Melodyne, da empresa alemã Celemony. Ele consegue afinar praticamente qualquer instrumento, seja ele monofônico ou polifônico, como um violão, coro vocal, entre outros. Além disso, possui recursos de correção de ondas sonoras, pitch, amplitude, deslocamento, formante.

Mas qual o segredo para usar essa ferramenta de forma responsável e com qualidade? Costumo dizer que não adianta afinar a voz de alguém que não cantou com “pegada” na gravação, pois o resultado será uma música afinada, mas sem emoção. 

Tenho afinado alguns calouros e artistas de um programa musical de televisão, e o resultado final depende sempre da desenvoltura de quem está no palco cantando. Certa vez afinei uma cantora, que interpretou uma música linda e bem difícil do Chico Buarque, chamada Atrás da porta. Nessa canção, a intérprete cantou sem expressão, assim quando a música foi ao ar, era possível ver que a voz estava afinada, porém não passava um sentimento emotivo.

Por outro lado, já afinei cantoras que desafinaram na gravação, mas cantaram com força e vontade. E assim, depois de corrigidas as afinações, o resultado ficou maravilhoso.  Isso mostra que o uso dessa ferramenta é exclusivamente para nivelar a afinação da voz com os instrumentos, não conseguindo, portanto, que a expressão musical do cantor seja melhorada.


Por fim, eu diria que qualquer um pode gravar um cd e ser afinado por meio desse software, mas se não cantar com a alma e o coração, o recurso terá sido usado em vão.

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* Hamilton de Oliveira iniciou seus estudos no Curso de MPB/Jazz no Conservatório de Tatuí, formou-se em Licenciatura pela UNISO no curso de Música e Pós-graduou-se pelo SENAC em Docência no Ensino Superior. É maestro, tecladista, pianista, acordeonista, arranjador, produtor musical, professor e colaborador da Revista Keyboard Brasil.





ATÉ OS ANJOS PECAM: TRÊS “DESLIZES” DE GRANDES COMPOSIORES

CERTOS COMPOSITORES POSSUEM UMA REPUTAÇÃO TÃO ALTA POR SUA GENIALIDADE, QUE FICA DIFÍCIL ACREDITAR QUE ATÉ MESMO GRANDES CRIADORES MUSICAIS POSSAM COMETER ENORMES E VERGONHOSOS DESLIZES. NORMALMENTE O FAZEM POR MOTIVOS POLÍTICOS, E VEREMOS QUE, POR TRÁS DESTES “DESLIZES”, ESTIVERAM SEMPRE DÉSPOTAS MOMENTANEAMENTE GLORIFICADOS, MAS QUE FORAM RESPONSÁVEIS POR INÚMEROS CRIMES. EIS UMA BREVE LISTA:

* * Por Maestro Osvaldo Colarusso




1 – Beethoven –
A vitória de Wellington opus 91
Escrita por Beethoven em 1813 (entre as Sinfonias de Nº 7 e 8) descreve passo a passo a decisiva batalha que selou a derrota definitiva de Napoleão Bonaparte. Instrumentos fora de cena descrevem os campos opostos. Para os ingleses, vencedores, o Hino “Deus salve o Rei” foi utilizado com facilidade, mas “A marselhesa”, que era uma música considerada subversiva em Viena naquela época é substituída por cantos populares, inclusive “Ele é um bom camarada…” (Malbrook s'en va-t-en guerre). No auge da batalha, canhões e tiros são previstos na partitura. A obra foi inicialmente pensada para uma orquestra mecânica concebida por Maelzel (Panharmonicom), o inventor do metrônomo, mas tendo em vista um bom pagamento de seus mecenas acabou optando por se utilizar de uma grande orquestra sinfônica. Criticado pelo baixo nível da composição Beethoven deu uma insolente resposta a um crítico que não gostava de sua música em geral: “O que eu defeco é melhor do que qualquer coisa que você possa imaginar! ”


2 – Richard Strauss –
Música festiva japonesa (Japanische Festmusik) opus 84
Duas inequívocas verdades históricas: o envolvimento do grande compositor alemão Richard Strauss com o governo nazista, e o envolvimento que a Alemanha nazista tinha com o Japão, que junto com a Itália formaria o assim chamado “Eixo”. Em 1940, em plena segunda guerra mundial,  estaria se comemorando 2600 anos do império japonês (data manipulada pelas autoridades do Japão da época). Para a comemoração da data o ministro Joseph Goebbels expressou a ordem do Führer de que Strauss deveria compor algo para a efeméride. O grande compositor, que já tinha manchado sua reputação compondo o Hino para as olimpíadas racistas de 1936, acabou escrevendo 15 minutos de “maçaroca” sinfônica, regiamente pagas. Percebemos lampejos de um dos maiores orquestradores de todos os tempos, mas a desconexa obra é discretamente ignorada pelos admiradores de “Elektra”, “O cavaleiro da rosa” e “Assim falou Zaratustra”. Uma mácula, sem dúvida.


3 –  Dimitri Shostakovich –
O canto das florestas opus 81
O conflito entre o grande compositor Shostakovich e o ditador Joseph Stalin é muito conhecido, incluindo a censura à ópera Lady Macbeth de Mtzensky e à Sinfonia Nº 4 em 1936.  O que é pouco conhecido é o lado subserviente do músico frente ao ditador e frente ao regime, algo que se aproxima a um tipo de sadomasoquismo. Em 1949, para enaltecer um programa de reflorestamento (desastroso do ponto de vista ecológico), o compositor escreveu uma grandiosa cantata para solistas coro e grande orquestra, baseada em texto de Jevgeni Dolmatovski. A música de uma simplicidade e obviedade flagrantes, envolve um texto onde abundam chavões que glorificam o déspota (Stalin) do tipo “Ele é o grande jardineiro”, ou palavras que já conhecemos muito bem até aqui no Brasil atual: ”Ponte para o futuro”.  Mais algumas pérolas: “Nossos rios serão preenchidos pelo sangue dos fascistas”, “os jovens comunistas são a esperança para a liberdade” … Quando da ascensão do sucessor de Stalin, Nikita Khrushchev, a alusão a Stalin foi sutilmente omitida.  Realmente uma obra vergonhosa não só pelo aspecto musical, mas pelo contexto pessoal do compositor, que teria chorado de vergonha depois da estreia. A obra recebeu o Prêmio Stalin de 1950, e permitiu que o compositor usasse uma “Dacha” do governo.

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Osvaldo Colarusso é maestro premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Esteve à frente de grandes orquestras, além de ter atuado com solistas do nível de Mikhail Rudi, Nelson Freire, Vadim Rudenko, Arnaldo Cohen, Arthur Moreira Lima, Gilberto Tinetti, David Garret, Cristian Budu, entre outros. Atualmente, desdobra-se regendo como maestro convidado nas principais orquestras do país e nos principais Festivais de Música, além de desenvolver atividades como professor, produtor, apresentador, blogueiro e colaborador da Revista Keyboard Brasil.

** Texto retirado do Blog Falando de Música, do jornal paranaense Gazeta do Povo.








O que é Áudio Invisível e por que investir nele?

VOCÊ JÁ VIU O ÁUDIO? OS SONS QUE OUVIMOS SÃO RESULTADOS DE VIBRAÇÕES DO AR, E NATURALMENTE NÃO PODEM SER VISTOS. PENSANDO NESSE CONCEITO, MUITAS EMPRESAS, ENGENHEIROS E ARQUITETOS VÊM INVESTINDO EM SOLUÇÕES DE ÁUDIO QUE SE INTEGRAM TOTALMENTE AOS AMBIENTES, DE FORMA QUE NÃO SÃO FACILMENTE PERCEBIDOS. ISSO É O ÁUDIO INVISÍVEL.
 * Redação

Atualmente grande tendência no mercado audiovisual mundial, principalmente nos Estados Unidos, o áudio invisível surgiu da combinação de duas necessidades corporativas: a crescente preocupação com design e a otimização de tempo dos profissionais que atuam nas áreas de TI e integração.

Dessa forma, os mais diversos espaços podem receber microfones e equipamentos de áudio que são acoplados ao teto e utilizam apenas um cabo de rede para transporte de áudio e energia. Uma vez que as funcionalidades sejam programadas pelo instalador através de modelos pré-definidos de um software interno, é possível criar vários cenários de configuração de sala sem que haja necessidade de mudanças e reconfigurações dos dispositivos toda vez que a utilização dos equipamentos seja necessária, como normalmente acontece hoje em dia, principalmente em escritórios.

Além de salas de reunião e conferência, o áudio invisível vem sendo amplamente demandado por hospitais, institutos educacionais, teatros, e até mesmo pelo mercado de broadcast.

A necessidade por esse tipo de solução existe há muito tempo, mas até alguns anos não havia tecnologia eficiente para que o conceito fosse colocado em prática. No entanto, recentemente o mercado passou a se movimentar e apresentar produtos de qualidade inovadora de Áudio Invisível, que se torna agora uma realidade cada vez mais efetiva e acessível, principalmente após o lançamento do sistema Microflex Advance, lançado pela Shure no início de 2016 e vencedor da categoria de Melhor Produto para Salas de Reunião da ISE (maior feira de sistemas de integração do mundo realizada anualmente em Amsterdam) no mesmo ano e nomeado o vencedor geral da NSCA em Excelência em Inovação de Produto em 2017.


Com estética elegante, opções de mesa e de teto, entrega surpreendente e menos elementos ou necessidades de suporte e manutenção, é questão de tempo para que o conceito e as soluções de Áudio Invisível, como o Microflex Advance, se popularizem e passem a ser amplamente conhecidos também no Brasil.

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* Fundada em 1925, a Shure Incorporatedhttps://br.shure.com/ ) é reconhecida como a maior fabricante mundial de microfones e produtos eletrônicos de áudio. Sua linha diversificada de produtos inclui microfones com fio, sistemas de microfone sem fio, sistemas de monitoramento pessoal intra-auricular, sistemas de conferência e discussão, sistemas de áudio em rede, premiados earphones e headphones, além de cartuchos fonográficos da mais alta qualidade. Sediada em Niles, Illinois (EUA),  possui sedes regionais de vendas e marketing em Eppingen (Alemanha) e Hong Kong (China) e 30 outras unidades de fabricação e escritórios regionais de vendas nas Américas, Europa, Oriente Médio, África e Ásia.



Jane Seymour, de RICK WAKEMAN

NESTA EDIÇÃO DA REVISTA KEYBOARD BRASIL, APRESENTO UMA DICA PARA TOCAR ESSA TÃO COMPLEXA MÚSICA DE RICK WAKEMAN. APRECIE SEM MODERAÇÃO E BONS ESTUDOS!

 * Por Amyr Cantusio Jr. & Heloísa Godoy Fagundes

Jane Seymour é a música mais complexa e tocada do primeiro disco de Rick Wakeman, “SixWivesof Henry VIII”.

O disco saiu em 1973 e foi um tremendo sucesso. Muita gente pretende tocar esta música, mas ela é uma “bachiana” inspirada nas Toccatas de Bach.Ou seja, difícil por causa da agilidade da mão direita e contra-pontos da mão esquerda.

A música foi interpretada originalmente para órgão e gravada em um Órgão de Tubos na Capela St. Giles Cripplegate Church, na Inglaterra, depois levada para um estúdio e acrescentada de um moog synth solo e bateria.

Esta partitura é um pouco difícil, não possui cifras, mas o tom constante tônico é Am ( Lá Menor). A variação  inicial  dos acordes da mão ESQUERDA são D, E, Am  (abertura).

Eu a interpreto em um estado mais complexo  em  Dó Sustenido Menor, e mantenho a mão direita constante nos desenhos Colcheia - Semi Colcheia, porém, mais acelerado (como indica a partitura em questão) nível Presto.

Minha sugestão é que você que está estudando teclados/piano/órgão, tire o desenho da mão direita com calma e vá ACELERANDO, aos poucos, senão jamais irá tocar esta peça ou similares.

Temos que tentar ou começar um dia, não é mesmo? Por isto, nesta edição da Revista Keyboard Brasil, estou dando esta dica. Em anexo, o MP3 que indica esta partitura executada via MIDI.


Desejo a todos, evolução e bons estudos, esforços, disciplina e atenção!!! A música é feita destes elementos, ao menos, a grande Arte Musical.



* Solicite a partitura completa pelo e-mail: contato@keyboard.art.br

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*Amyr Cantusio Jr. é músico (piano, teclados e sintetizadores) compositor, produtor, arranjador, programador de sintetizadores, teósofo, psicanalista ambiental, historiador de música formado pela extensão universitária da Unicamp e colaborador da Revista Keyboard Brasil.





segunda-feira, 26 de junho de 2017

SALOMÃO SOARES NO FESTIVAL DE JAZZ DE MONTREUX

JOVEM PIANISTA PARAIBANO É O ÚNICO DA AMÉRICA LATINA SELECIONADO PARA COMPETIÇÃO DENTRO DO FESTIVAL.
 * Redação

O pianista paraibano Salomão Soares acaba de ser selecionado para disputar o título de melhor pianista no Montreux Jazz Festival, que acontece na Suíça entre os dias 30 de junho e 15 de julho. Como o único representante da América Latina, Salomão concorrerá ao lado de músicos franceses, ucranianos, americanos, russos e alemães e apresentará sua composição Boizinho Universal.

Nascido e criado em Cruz do Espírito Santo, município localizado na região metropolitana de João Pessoa, o pianista e arranjador de 27 anos, hoje vive em São Paulo.

Durante sua infância e adolescência, sempre ouviu boa música em casa, incentivado pelo pai, um apaixonado pela música brasileira de Luiz Gonzaga, Paulinho da Viola e Elis Regina e a mãe, que tinha todas aquelas melodias antigas na ponta da língua, além de dedilhar algumas das quais gostava ao violão.

Também cresceu ouvindo histórias do sertão paraibano, tocando saxofone na banda marcial da cidade, batendo triângulo, zabumba e pandeiro embalado pelas festas de São João.

Começou tocar profissionalmente em 2004, aos 14 anos, mas foi a partir de 2008, que passou a se dedicar aos estudos e ao seu desenvolvimento como instrumentista, arranjador e compositor. Como consequência dessa busca, Salomão seguiu com destino à São Paulo para expandir suas fronteiras e se formou em Piano Popular pelo Conservatório Dramático e Musical de Tatuí, sendo orientado pelo pianista André Marques.    

Salomão transita entre as diversas linguagens da música popular, que lhe permitem uma versatilidade muito grande em seus trabalhos. Já tocou ou gravou com artistas como Hermeto Pascoal, Filó Machado, Gabriel Grossi, Nenê, Vinicius Dorin, Fábio Leal, Arismar do Espírito Santo, Altay Veloso e Lilian Carmona. Excursiona com o Rodrigo Digão Braz Trio, participando de festivais pelo Brasil inteiro. O trio gravou, no final de 2014, o seu primeiro disco intitulado “Carvão”. Salomão Soares também produziu e arranjou o disco “Casa que é mundo" da cantora paraibana Rinah, que será lançado em 2016. Também ministrou a Oficina da Música Universal com Itiberê Zwarg e Rodrigo Digão Braz no Sesc Pinheiros - São Paulo, em 2014 e a oficina de Improvisação na Música Universal no Festival MUTUM – Taquaruçu, Tocantins, em 2015.


SAIBA MAIS SOBRE SALOMÃO SOARES:





sexta-feira, 23 de junho de 2017

QUANDO A  DOR SUPERA A ARTE

A MÚSICA É, PARA O OUVINTE, UMA EXPRESSÃO DE ARTE RELACIONADA AO PRAZER, RELAXAMENTO E LAZER. A PLATEIA SE FASCINA COM A HARMONIA CONSEQUENTE DO RESULTADO DE PALCO, ENTRETANTO, A MAIORIA DO PÚBLICO DIFICILMENTE ESTÁ CONSCIENTE DAS EXIGÊNCIAS QUE ESTA ATIVIDADE IMPÕE ÀQUELES QUE A ELA SE DEDICAM. UMA INTENSA ATIVIDADE QUE PODE LEVAR O MÚSICO A DESENVOLVER LESÕES COMPROMETENDO SUA PROFISSÃO. PORÉM, UMA TÉCNICA QUE VEM SENDO UTILIZADA PARA AMENIZAR DORES É A VENTOSA DE BAMBU.

* Por Heloísa Godoy Fagundes

A performance musical implica que o músico tenha uma grande habilidade, velocidade, precisão e resistência e, também implica em um controle, muitas vezes máximo, neuromuscular. Este esforço físico e mental a que o músico é exposto para tocar um instrumento dependerá do tipo do instrumento, da duração da execução, da complexidade da obra executada, das condições psicológicas e da resistência muscular individual durante a atividade.

Essa intensa atividade exercida pelo músico pode levar a desenvolver lesões que comprometem significativa-mente sua atividade profissional. Estas lesões podem ser causadas por diversos fatores agrupados em três categorias: as afecções músculo-esqueléticas, as síndromes compressivas dos nervos periféricos e as distonias focais.

Afecções Músculo-esqueléticas: Síndrome do Uso Excessivo (SUE)
A síndrome do uso excessivo (SUE) ou superuso pode ser definida como sinais e sintomas associados a uma aparente lesão ocasionada pela exposição de estruturas a uma carga que excede seu limite fisiológico.

Vários são os termos para denominar estas desordens, dentre eles destacam-se: síndrome do uso excessivo (SUE); tendinites; tenossinovites; lesões por trauma cumulativo (LTC) e lesões por esforços repetitivos (LER).

Quanto ao local, esta pode atingir mão, punho e antebraço, cotovelo, ombro e pescoço ou ser difuso pelo braço. A localização está associada em parte pela demanda física de cada instrumento.         

Pode ser encontrada entre os instrumentistas como pianistas, tecladistas, guitarristas, instrumentistas de cordas, entretanto cada instrumento pode ser responsável por lesões em específicas na unidade músculo-tendão.

Alguns aspectos como a má postura, o tipo e a sustentação do instrumento; a força usada para tocá-lo; e/ou despreparo muscular adicionados ao tempo de treinamento diário; o tamanho e peso do instrumento; e a relação antropométrica para cada tipo de instrumento poderia também influenciar o surgimento de síndromes por uso excessivo.

Síndromes Compressivas dos Nervos Periféricos
As síndromes compressivas dos nervos periféricos constituem um complexo de sintomas relacionados à compressão dos nervos periféricos em seus respectivos trajetos. Esta compressão é considerada como uma forma de SUE e uma das causas seria o uso excessivo pela hipertrofia muscular ou tendinite.

As causas da pressão podem estar associadas aos movimentos repetitivos que podem ocasionar hipertrofia muscular local e irritação dos tecidos e assim, ser relacionada à SUE.

As síndromes compressivas são observadas entre 10% e 30% dos instrumentistas especialmente flautistas, pianistas, guitarristas, violinistas e dentre outros instrumentistas de corda, possivelmente em função de estes instrumentos solicitarem a manutenção de posições sustentadas por longo período de hiperflexão do cotovelo ou hiperflexão e desvio de punhos.

Distonia Focal
Distonia focal é um termo usado para denominar as desordens do controle motor que se caracterizam por atingir grupos musculares restritos e que aparecem somente em determinadas ações, ela não está relacionada exclusivamente a profissão, porém, quando a distonia ocorre em função da atividade profissional é denominada distonia ocupacional.

A distonia ocupacional caracteriza-se por movimentos e posturas distônicas que ocorrem em função de uma ação específica. Os instrumentistas mais afetados são os tecladistas seguidos dos instrumentistas de cordas, porém também pode acometer instrumentistas de sopro.

Os movimentos distônicos são definidos como contrações prolongadas que têm tipicamente a natureza de uma torção e geralmente aumentam no decorrer da atividade. As posturas distônicas são definidas por alterações posturais bizarras provenientes da estabilização do segmento em uma postura imóvel podendo permanecer por período prolongado.

As principais queixas relacionadas às distonias são: rigidez dos dedos ou redução da velocidade de execução do instrumento; dificuldade em realizar os movimentos de forma harmônica; e incoordenação na execução da atividade com o instrumento com movimentos de extensão ou de flexão involuntária dos dedos naquelas passagens que requerem movimentação rápida e vigorosa. Geralmente culmina em abandono da carreira.

Uma técnica que pode ser utilizada para pessoas com dores agudas ou crônicas causadas por entorses, fraturas, contraturas, entre outros problemas musculares, como a intensa atividade exercida pelos músicos é a ventosa de bambu.

Ventosa de bambu
A ventosa de bambu é um tratamento indolor, recomendado para pessoas com dores agudas ou crônicas causadas por entorses, fraturas, contraturas, entre outros problemas musculares, que consiste em limpar todo sangue que se encontra parado no local lesionado. Este sangue sem movimento causa uma paralisação na circulação do Qi (energia vital interna), o que provoca dores e inflamações.

O procedimento é simples. Colocam-se pequenos pedaços de bambu para ferver, juntamente com um conjunto de ervas, que seguem princípios fitoterápicos. Faz se uma sangria em pontos específicos da região lesionada (pontos que seguem os mesmos princípios da acupuntura). Aplica-se o bambu sobre a pele e por meio do resfriamento provocado pelo ar do ambiente (sucção por vácuo), o bambu suga o sangue concentrado no local lesionado. A retirada do sangue parado por sucção traz uma sensação de alívio imediato ao paciente.

* Winne Chue Wei Li dedica-se às terapias manuais. Especializou-se em massoterapia chinesa clássica e quiropraxia. Formada em acupuntura, aperfeiçoou-se nas principais técnicas da Medicina Tradicional Chinesa. Também se especializou em técnicas como a Ventosa de Bambu, Fitoterapia Chinesa e Chi Kung Terapêutico. É Bacharel em Teologia, Direito e Fisioterapia.
Mais informações no link: https://drawinneli.wordpress.com/


SAIBA SOBRE O MÚSICO MATEUS SCHANOSKI:

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* Heloísa Godoy Fagundes é pesquisadora, ghost writer e esportista. Há 20 anos no mercado musical através da Keyboard Editora e, há 10 no mercado de revistas, tendo trabalhado na extinta Revista Weril. Atualmente é publisher e uma das idealizadoras da Revista Keyboard Brasil - publicação digital pioneira no Brasil e gratuita voltada à música e aos instrumentos de teclas.