sexta-feira, 3 de março de 2017

LEE OLIVEIRA – Um dos pioneiros do Rock Progressivo brasileiro

O EX-TECLADISTA DA BANDA SANTISTA DE ROCK PROGRESSIVO RECORDANDO O VALE DAS MAÇAS (RVM) LEE OLIVEIRA É UM DOS PIONEIROS DO ROCK PROGRESSIVO BRASILEIRO. SEU PROJETO, INTITULADO LEE RECORDA FOI FORMADO PARA RESGATAR AS MÚSICAS CANTADAS QUE PERMANECERAM INÉDITAS OU FORAM GRAVADAS EM CONDIÇÕES PRECÁRIAS DEVIDO ÀS LIMITAÇÕES DA ÉPOCA. PSICODELIA FOLK À BRASILEIRA!!

* Por Rogerio Utrila

Lee Oliveira é tecladista, pianista, violonista, vocalista e compositor. Estudou Composição e Regência na instituição de ensino FIAM-FAAM. Foi tecladista e um dos vocalistas da banda de rock progressivo, Recordando o Vale das Maçãs, nos anos 70,  80,  90 participando de quase todos os álbuns da banda, vinis e CDs.

Líder da banda Lee Recorda - apresenta o rock progressivo brasileiro no formato popular. Com influência do rock rural de Zé Rodrigues e do progressivo de Rick Wakeman, Yes,  Genesis entre outros, a banda mostra um trabalho diversificado com arranjos trabalhados em torno da sutileza e muita criatividade melódica e harmônica. As letras falam de natureza, pureza, prazeres simples e belezas naturais.

A banda é formada por Lee Oliveira (teclados e voz), Xima (bateria), Fabio Ferreira (baixo),   Adilson Oliveira (guitarra e violão) e Lara Lima (voz).

O próximo show será no teatro UMC no festival de rock progressivo TOTEM. Estão todos convidados!


Leia a seguir, a entrevista:

ENTREVISTA...
Revista Keyboard Brasil – Fale-nos sobre seu interesse pela música e, dentre vários instrumentos, por que optou pelos teclados?
Lee Oliveira – Meu primeiro contato na música foi cantando em família, quando primos e tios tocavam violão e acordeom. Com 4 anos de idade me apresentei em um programa da TV Record chamado Seção ZIGZAG. Com os instrumentos, o primeiro contato foi com o acordeom da minha irmã, quando brincava tocando algumas melodias. Nessa época, minha irmã estudava piano clássico, e como tínhamos um piano em casa, eu observava os movimentos das mãos e a técnica de estudo dela. Aos poucos fui descobrindo acordes e como fazer melodias. Com o passar do tempo, estudei piano em vários conservatórios e aulas com professores particulares. Com o violão foi semelhante. Ficava encantado vendo e ouvindo pianistas e organistas tocando em festas. Com o avanço da tecnologia surgiram os teclados com variados timbres que me deixaram fascinado pelo instrumento. Através do teclado crio arranjos e músicas com facilidade por ser o instrumento mais completo, na minha opinião.

Revista Keyboard Brasil – Você fez parte do Recordando o Vale das Maçãs, um dos pioneiros do Rock Progressivo brasileiro. Conte-nos sobre sua trajetória na banda. 
Lee Oliveira – Em 1975 fui convidado por um amigo (Pavitra) a participar de uma banda que ele cantava e que tinha um estilo diferente de música, meio erudito, meio rock, meio alegre e triste…  que tinha como destaque a flauta e o violino.  Apresentei uma música de minha autoria Rancho, Filhos e Mulher e a galera gostou. Esta música acabou sendo o carro chefe do LP As Crianças da Nova Floresta gravado pela GTA, da extinta TV Tupi. A gravação do LP foi resultado de um contato que fiz, quando morava em São Paulo, em um estúdio onde trabalhava. Na época, levei uma fita de rolo com as nossas músicas aos produtores da gravadora. Uma semana depois, recebi a confirmação que gravaríamos o LP As Crianças da Nova Floresta… Neste período, mantinha contato com as TVs Tupi, Cultura e Bandeirantes, onde nos apresentamos algumas vezes.  Em 1978 eu me afastei temporariamente do RVM, pois casei e fui morar no interior de São Paulo, mas meu sonho de Rancho, Filhos e Mulher ainda não havia se concretizado… Dois anos depois, a convite do RVM, retornei à banda para a gravação de um segundo álbum. Na época, o produtor Arnaldo Sacomani pediu à banda uma música romântica, bonita e  comercial, no padrão do RVM. Foi aí que compus Sorriso de Verão, gravada no Compacto simples, em 1982. Esta música permaneceu em primeiro lugar nas rádios por vários anos, principalmente da baixada santista e do interior de São Paulo. Em um show que produzi no Teatro Municipal de Santos, em comemoração aos 20 anos do RVM, fomos convidados a gravar um CD, que era novidade na época, por um produtor com inserção internacional. Em 1993, foi gravado um CD instrumental, exportado e muito elogiado pela crítica internacional. Neste CD foi gravada a música Water, de minha autoria, regravada no CD Lee Recorda. Após a gravação do CD e alguns shows, desliguei-me do RVM e ingressei em outras bandas.

Revista Keyboard Brasil – A cidade de Santos pode ser considerada um celeiro musical, pois surgiram bandas de várias tendências como o RVM, Vulcano Harry e até mesmo o Charlie Brown Jr, mas como é a cena Rock'N Roll na cidade?
Lee Oliveira – Santos é um palco de muitos talentos na música. Infelizmente, muitos chamam a cidade de cemitério da arte, pois dificilmente as boas bandas da baixada se destacam no cenário nacional do Rock'N Roll ou de outros estilos musicais. Na vida noturna da cidade rola muito Rock'N Roll, principalmente nos bares tradicionais da boa música e no Centro Histórico de Santos. No entanto, não há um local específico para o Rock'N Roll, pois existe mais a fusão pop-rock, na maioria dos bares.

Revista Keyboard Brasil – Na época do lançamento do LP As Crianças da Nova Floresta, reza a lenda que não teve uma boa vendagem porque devido à arte da capa foi confundida com disco infantil. Isso é verídico?
Lee Oliveira – Li esse depoimento em um artigo de um site que apresentou as 10 capas de vinis mais criativas e loucas dos anos 70. Uma delas era a capa do LP As Crianças da Nova Floresta, então deve ser verídico… Um grande problema que tivemos foi a prensagem errada do LP com músicas brega no lado B, justamente o lado progressivo. Isso fez com que a gravadora retirasse o álbum do mercado. Pouco depois, a gravadora faliu…

Revista Keyboard Brasil – A música Sorriso de Verão é considerada o maior Hit da banda. Nos dê detalhes dessa canção.
Lee Oliveira – Como já disse, essa é uma música feita a pedido de Arnaldo Sacomani ao RVM. A compus quando retornei ao RVN e estava em Camburi, começando uma nova etapa da minha vida pessoal. Nesta época, para mim, tudo era sorriso naquele verão de 1980… Gravamos uma fita demo em Curitiba e retornando à Santos, a mesma foi levada às rádios locais. Tocada algumas vezes, os pedidos pelo telefone não cessavam… Nesse momento,  resolvemos gravar o compacto simples Sorriso de Verão. Essa música até hoje é tocada em algumas rádios da baixada santista. 


Revista Keyboard Brasil – Em 2015 você lançou o CD intitulado Lee Recorda. Fale sobre esse material e sobre o  projeto.
Lee Oliveira – Devido à má qualidade de gravação do LP em 1976, sempre quis regravar as melhores músicas originais do álbum As Crianças da Nova Floresta. Juntamente com Eliza Bernardes, desenvolvemos um projeto para homenagear o autor da música a qual deu o título ao LP (Milton Bernardes - in memória), regravando essas músicas e outras inéditas. Com a colaboração de amigos, excelentes músicos, formamos a banda Lee Recorda - Xima (bateria), Fabio Ferreira (baixo), Rogerio Pelosi (guitarra e violão), Lee Oliveira (teclados e voz).  Esse CD conta com  a participação de dois dos três fundadores do RVN - Fernando Motta (violão) e Domingos Mariotto (flauta); também conta-se com a cantora original do RVM - Cristina Lobão. Regravamos as músicas: A Luz da Natureza (Milton Bernardes), As Crianças da Nova Floresta (Milton Bernardes), Rancho, Filhos e Mulher (Lee Oliveira), Besteira (Domingos Mariotti e Fernando Pacheco), Água/Water (Lee Oliveira). As músicas inéditas são: Ferreiro do Céu e O Mundo de Davi, ambas composições de Milton Bernardes. As ilustrações do encarte são fotografias das telas pintadas por Milton Bernardes.  A arte do CD foi produzida por Leonardo Motta (Limão); foto da capa - André Cotrin. Atualmente, os shows contam com a participação de Adilson Oliveira (guitarra e violão) e Lara Lima (voz).  O CD está à venda na página Lee Recorda (facebook) e em algumas lojas do ramo.

Revista Keyboard Brasil – O que você acha da cena musical brasileira hoje em dia. 
Lee Oliveira – Em termos de mídia… Lamentável! Mas acredito que fora dela muita coisa boa ainda está acontecendo, pois o show não pode parar…

Revista Keyboard Brasil – Vi algumas perfomances no Youtube, mas não cheguei a encontrar um video clip oficial. Você tem a intenção de faze-lo?
Lee Oliveira – Temos um projeto em andamento com o Coral Cênico da USP LESTE que prevê a produção de alguns videos. Esse trabalho conta com o apoio do LEDEP - Laboratório de Educação e Desenvolvimento Psicológico, coordenado por Maria Eliza Mattosinho Bernardes. Já estamos trabalhando a música Rosa dos Deuses (Pavitra) que abria os shows do RVM nos anos 70 e 80, cantada por mim.

Revista Keyboard Brasil – Qual a receptividade dos fãs nos shows ou até mesmo quando os encontram na rua?
Lee Oliveira – Fico muito feliz quando jovens veem mostrar interesse e emoção pelo nosso trabalho. Geralmente, os shows são muito aplaudidos e há o reconhecimento da qualidade de nossa música. Nas ruas, até hoje me perguntam… Você é o Lee que fez a música Recordando o Vale das Maçãs..? E respondo: Sim, sou o Lee que fez a música Sorriso de Verão, gravado por mim juntamente com a banda Recordando o Vale das Maças…  E às vezes até tiram fotos… (risos).

Revista Keyboard Brasil – Ao invés de perguntar sobre as influências, gostaria de saber do Lee Oliveira o que atrapalha na criatividade ou na inspirarão da banda na hora de compor alguma música ou fazer algum show.
Lee Oliveira – Na época que fiz parte do RVM, levávamos as músicas praticamente prontas e pouco a pouco cada um acrescentava um detalhe em seu instrumento. Isso enriquecia nossos arranjos e composições. Atualmente, os músicos convidados contribuem com suas características instrumentais. No movimento de composição pessoal, gosto de me isolar, nem que seja no banheiro… e deixo fluir a melodia que me induz a criá-la; posteriormente, enriqueço o arranjo instrumental.  Na realidade, acho que nada atrapalha, exceto quando algum músico atrasa nos ensaios, ou shows… (risos).

Revista Keyboard Brasil – Deixe suas considerações finais aos leitores da revista Keyboard.
Lee Oliveira – O trabalho que venho desenvolvendo na minha carreira solo, com a colaboração dos amigos que compõe a Banda Lee Recorda, é a síntese de mais 40 anos de vida profissional artística que me proporcionou a maturidade musical que hoje tenho muita honra em apresentar ao público… Na minha historiografia, tenho a oportunidade de mesclar o rock progressivo com a rock rural, o que traz uma certa originalidade ao meu trabalho. Venho contando com amigos que vem colaborando com a difusão e divulgação do trabalho, a quem sou muito grato… Agradeço também à Revista Keyboard pela possibilidade de falar sobre o trabalho que temos realizado e ao Rogério Utrila pelo convite à esta entrevista… Muito obrigado a todos e fica o convite para que conheçam nosso trabalho!


SAIBA MAIS:
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*Rogerio Utrila  é apresentador e programador da web rádio Stay Rock Brazil







Liane Hentschke assume a diretoria de Educação Musical da Anafima

SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE A PROF ª. DRª. LIANE HENTSCHKE  -  A NOVA DIRETORA  DE  EDUCAÇÃO MUSICAL DA ANAFIMA.

 *Redação

Liane Hentschke é Prof ª.  Drª. e considerada uma das mais respeitadas autoridades em educação musical no Brasil e se junta à Anafima (Associação Nacional dos Fabricantes de Instrumentos Musicais e Áudio) para desenvolver projetos em parceria com o Governo e empresas do setor como Diretora de Educação Musical da entidade. “É um grande ganho para o mercado a presença da Drª. Liane Hentschke na ANAFIMA”, explica Daniel A. Neves, presidente da entidade.

Para a nova Diretora “É um grande prazer participar da Diretoria da ANAFIMA  uma vez que a Associação está comprometida com ações que envolvem o desenvolvimento da educação musical através da hélice tríplice: empresa, academia e governo”, finaliza Hentschke.

SOBRE LIANE HENTSCHKE...

Doutora em Educação Musical pelo Institute of Education, University of London (hoje UCL), Inglaterra, com Pós-Doutorado na mesma instituição, Liane Hentschke atua como Professora Titular do Programa de Pós-Graduação em Música do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.


Pesquisadora Nivel 1 do CNPq, coordena o grupo de Pesquisa FAPROM (Formação e Atuação de Profissionais em Música), do PPG-Música UFRGS (conceirto 7 pela CAPES). Desde 2006, desenvolve pesquisas na área de motivação para ensinar e aprender música (Psicologia Cognitiva), bem como em tecnologias digitais para educação musical. 

É autora e coautora de 16 livros, sendo 8 de tecnologias digitais em educação musical. Ministrou palestras, conferências e publicou artigos científicos, capítulos de livros e prefácios, no Brasil, Alemanha, Áustria, Austrália, Argentina, Chile, China, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Holanda, Hong Kong, Tailândia e Venezuela.

Tem atuado como membro de Conselhos Editoriais da Revista Eufonia (Espanha); Research Studies in Music Education (Inglaterra), e British Journal of Music Education (Inglaterra). É sócia-diretora da empresa Conexão Sonora, consultora internacional da OiiD Educacional e atua como consultora e palestrante na área de educação, educação musical, tecnologias digitais em música e internacionalização de instituições e grupos educacionais.
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VIDA DE TECLADISTA

NO BRASIL, A VIDA DE MÚSICO NÃO TEM SIDO FÁCIL PARA NINGUÉM, MAS COM PROFISSIONALISMO E ALGUMAS DICAS PODEMOS CONTORNAR ESSA SITUAÇÃO.

* Por Hamilton de Oliveira

Hoje vou falar um pouco sobre a vida de tecladistas que já tocam profissionalmente e os que estão iniciando no mercado de trabalho.

Ser músico profissional, como o nome bem diz, exige uma dedicação intensa no estudo da técnica do instrumento, qualidade sonora desejada, programação prévia dos timbres a serem usados nas músicas do repertório a ser tocado, bem como outros fatores não menos importantes, como rigor com horários, roupa bem arrumada, gentileza e educação com os contratantes e com o público e, assim por diante. Ser tecladista exige, além de tudo isso escrito acima, um instrumento de qualidade que tenha recursos de programação e edição de timbres, sampler (quando necessário) e outros recursos característicos dependendo da música a ser tocada.

No Brasil, a vida de músico não tem sido fácil para ninguém. No entanto, podemos encontrar alguns casos de sucesso profissional entre aqueles que vivem da música em meio à toda essa crise.


No caso dos tecladistas, a primeira barreira a ser encontrada, na minha opinião, é em relação ao preço dos teclados, um absurdo se compararmos com o mesmo teclado vendido lá fora por um preço bem mais acessível, tudo por conta das altas taxas de importação do país. Devido a isso, o músico torna-se obrigado a usar um teclado bem mais simples de recursos, o que pode comprometer seu trabalho profissional.

Outro fator desestimulante é o cachê pago para a maioria dos músicos, que hoje está bem abaixo do mercado, deixando-o sem vontade de investir em novos instrumentos. 

Por outro lado, o músico que estuda, investe, se dedica e mostra um serviço de qualidade está sempre à frente do seu tempo e é constantemente chamado para qualquer tipo de evento, pois sabem que podem contar com seu profissionalismo. 

Tem surgido ultimamente uma safra boa de bons músicos, e junto a esses surgem aqueles tecladistas que não tem o mínimo interesse de se aperfeiçoar ou mesmo se atualizar nos seus estudos de repertório e técnica, isso torna o trabalho comprometido, pois a vontade de fazer sempre o melhor depende de cada músico.

Uma dica de estímulo interessante seria ouvir atentamente trabalhos de músicos experientes e tentar absorver o que eles estão transmitindo, e assim criar a sua própria identidade. Se comprometer a estudar diariamente, não só a técnica do instrumento, mas também músicas de estilos diversos, eu diria “brincar” com o teclado criando sonoridades diferentes.

O sucesso será sua satisfação e felicidade em tocar num lugar que te faça feliz.  Até breve.

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* Hamilton de Oliveira iniciou seus estudos no Curso de MPB/Jazz no Conservatório de Tatuí, formou-se em Licenciatura pela UNISO no curso de Música e Pós-graduou-se pelo SENAC em Docência no Ensino Superior. É maestro, tecladista, pianista, acordeonista, arranjador, produtor musical, professor e colaborador da Revista Keyboard Brasil.




O ADEUS AO ÍCONE DO JAZZ FUSION Al   Jarreau

VENCEDOR DE SETE GRAMMY O CANTOR HAVIA SE APOSENTADO DAS TURNÊS NO COMEÇO DESTE MÊS. MORREU AOS 76 ANOS, APÓS SER INTERNADO COM  UMA PNEUMONIA.


* Por Heloísa Godoy Fagundes

Alwin Lopez Jarreau, ou simplesmente Al Jarreau, nasceu em Milwaukee (Wisconsin) em 1940 e começou a cantar quando integrou o grupo de sua família mas apresentações em igrejas e concertos. Só depois de se formar em Psicologia e trabalhar num centro de reabilitação em San Francisco, Jarreau voltou à música. Tinha cerca de trinta anos. E não fazia o tipo de cantor de jazz, se é que isso existe. Depois de uma fase na Cientologia, tornou-se um cristão discreto.

Tinha estudado a obra de Lambert, Hendricks & Ross, juntos e separados, vocalistas surgidos depois da eclosão do be-bop, que usavam imaginativamente o scat e o vocalese. Apesar de amar Ella Fitzgerald e Anita O'Day, pertencia à onda do soul. Simpatizava igualmente com os instrumentistas eletrificados, que estavam definindo a nova categoria do jazz fusion.

Já habitué nas casas noturnas de Los Angeles, a Warner Bros. se deu conta de seu talento e carisma em 1975. Sua carreira decolou em 1980, quando se associou ao produtor e compositor Jay Graydon. Sua voz cálida veio a definir a vertente mais jazzística do som de Los Angeles, com gravações de alto nível, marcadas pelo brilho dos sintetizadores. Era música que parecia pensada para ficções cinematográficas e ficções cinematográficas e televisivas. De fato, um de seus grandes sucessos foi o tema de abertura da série Moonlightning (1985-1989), conhecida no Brasil como A gata e o rato.

Pertencia à categoria de artistas de qualité, essas figuras bem vistas pela indústria e seus colegas. Inclusive teve um espaço na multitudinária gravação de “We are the world” (1985), o hino de Michael Jackson e Lionel Ritchie. Também levou para casa sete prêmios Grammy.


Um certo cansaço estético o levou a experimentar rupturas sonoras sob a direção de Nile Rodgers, o homem de Chic (L is for lover, 1986) e Narada Michael Walden (Heaven and Earth, 1992). Já no fim dos anos noventa, se afastou das gravações e trabalhou com orquestras sinfônicas.

Também foi parte integrante do circuito europeu de festivais de jazz, onde sempre teve muita presença, como testemunham vários discos ao vivo.

Sentiu-se rejuvenescido com a assimilação de técnicas vocais derivadas da música africana e oriental. Competia de forma amistosa com outro cantor de jazz inclassificável, Bobby McFerrin. 


A partir do ano 2000, gravou para o selo Verve. Para essa empreitada, protagonizou discos atraentes com o guitarrista George Benson e com o tecladista George Duke, colega de seus primeiros tempos de Los Angeles. Em 2004, gravou ‘‘Accentuate the positive’’, uma coleção de antigas canções rejuvenescidas pelo produtor Tommy LiPuma; quatro anos depois, fez o obrigatório disco de canções natalinas.

Raro vencedor dos prêmios Grammy em categorias diferentes de jazz, pop e R&B, o americano acumulou ao longo de 50 anos sete estatuetas no prêmio; o último foi em 2007. 

Os vínculos com o Brasil estavam nas referências — ele começou a apreciar a música brasileira em 1963, com Tom Jobim, Baden Powell, Sergio Mendes, Milton Nascimento e Ivan Lins — e em várias apresentações, como o Rock in Rio de 1985 e a Heineken Concerts, em 1997, quando fez dueto com Djavan. “A música brasileira mudou a minha vida, colocando novos ritmos, emoções e sentimentos dentro do meu coração e da alma jazzista. O Brasil mudou minha vida e me sinto muito melhor por causa disso”, declarou, em 2014, durante turnê pelo país. No ano seguinte, voltou ao Rock in Rio, onde se apresentou no Palco Sunset, com Marcos Valle. A inclusão da canção Mas que nada, composta por Jorge Ben Jor, no álbum ‘‘Tenderness’’ ilustra essa paixão.

Casado com a modelo Susan Elaine Player, tinham um filho. Jarreau dedicava muita energia à promoção da educação e da leitura entre os jovens.




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* Heloísa Godoy Fagundes é pesquisadora, ghost writer e esportista. Amante da boa música, está há 10 anos no mercado musical de revistas. Já trabalhou na extinta Revista Weril e atualmente é publisher e uma das idealizadoras da Revista Keyboard Brasil.




Minueto em Gm (Sol menor)

DANDO CONTINUIDADE AO ESTUDO DO PIANO E TECLADOS, AQUI UM DOS INÚMEROS MINUETOS DE BACH.

 * Por Amyr Cantusio Jr.

Antes de iniciarmos nossa aula do mês, vamos falar um pouco sobre a música, seu surgimento e organização.

Sem sombras de dúvidas, a música organizada e catalogada nasceu na Itália, na Idade Média. Assim como 80% dos instrumentos musicais de orquestração, contidos nas Orquestras Sinfônicas, quartetos e sextetos, entre outros... Inclui-se aqui ainda os gêneros como a música “cantada” (Ópera) e instrumental.

Toda terminologia é itálica, valendo atualmente para a música erudita em todo mundo. Nomes como: Allegro, Allegroma non Troppo, Alegretto, Andante, Fermata, cadenza, piccolo, pìu, etc., são terminologias de condução, andamento e leitura musical. A priori, criada por Guido D'Arezzo na Itália (séc. X) as notas (UT,RE, MI, FA, SOL, LA, SI, DO = UT) e a pauta ou Pentagrama onde se escrevem as notas musicais. Antes disto, havia o NEUMA  medieval.

Posteriormente no século XV, outro italiano trocou o UT (latim) por DÓ. Que era a inicial de seu nome, Giovanni Battista Doni (para facilitar a leitura musical).

Não há o que se contestar. A Itália deu ao mundo a “urbis” organizada da música e os maiores compositores do planeta, entre os séculos XI e finais do XIX. Isto no terreno da música “ocidental”.

Mais tarde, a Alemanha no século XIX seria a detentora de grandes gênios na área, exceto pela Ópera Italiana que ainda lidera, de longe, a produção de 1000 anos de música!!

E, assim, depois de um pouco mais de conhecimento, partiremos para nossa aula do mês.

Ao estudarmos um dos inúmeros minuetos de Bach, note que a cadência musical deve ser rígida e matemática. A métrica da música barroca (séculos XVII e XVIII) é extremamente pontilhada, cheia de acentos e enfeites musicais (staccatos, pzzicatos trinados e apogiaturas) e foi feita para execução de clavicórdio ou harpsichord (cravo) posteriormente transcritas para o “piano”.



Até a próxima! Hare!

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*Amyr Cantusio Jr. é músico piano, teclados e sintetizadores) compositor, produtor, arranjador, programador de sintetizadores, teósofo, psicanalista ambiental, historiador de música formado pela extensão universitária da Unicamp e colaborador da Revista Keyboard Brasil.









AS CONQUISTAS DO MINEIRO DANIEL SILVEIRA

PRODUTOR, DIRETOR MUSICAL E MULTIINSTRUMENTISTA. CONHEÇA  A TRAJETÓRIA DE SUCESSO DO MÚSICO NASCIDO NAS MINAS GERAIS.
* Rafael Sanit

Daniel Weston da Silveira, nasceu em Belo Horizonte (Minas Gerais). Aos cinco anos de idade encantou-se por todos os instrumentos musicais, mais aos dez, escolheu o piano sendo hoje o seu principal instrumento.

Músico autodidata e multiinstrumentista, já na sua adolescência teve algumas influências como Jay Oliver, Robbie Buchanan, Take 6, Chick Korea, Dave Weckl, Luis Miguel, Ivan Lins, Toninho Horta,  João Alexandre,  Cesar Camargo Mariano, Elis Regina e por aí vai...

Tem um trabalho paralelo instrumental formado com Beethoven Junior e Binho Carvalho chamado “Trifase” o qual lançaram em fevereiro de 2014 o segundo DVD do trio “Trifase Deluxe”. Daniel Silveira teve a honra de acompanhar o guitarrista Toninho Horta em alguns projetos e festivais da música instrumental pelo Brasil e alguns outros músicos mineiros consagrados.

Produziu 2 faixas para o último DVD do cantor gospel Thalles Roberto, fez parte da banda do cantor  Eduardo Costa durante cinco anos como diretor musical e maestro, produzindo algumas faixas dos álbuns “Tudo Aver” e “Pecado De Amor” e o DVD “De Pele Alma e Coração”gravado em 2010, realizando cinco turnês com o cantor nos Estados Unidos e um na Europa.

Logo em seguida, foi tecladista e diretor musical do cantor Gusttavo Lima durante dois anos e meio o qual produziu os 2 últimos CDs de carreira do cantor o Espanhol e o último em 2014 “Do Outro Lado Da Moeda”gravou 2 clipes de maiores sucessos do cantor “Diz Pra Mim” e “Fui Fiel”realizando três turnês nos Estados Unidos incluindo o maior evento brasileiro realizado nos EUA e no Canadá o “Brazilian Day” e um na Europa.

Daniel Silveira é endorse da Nord juntamente com a Quanta Music e da Casio,  Tokai e Harmonia Musical. Em 2016, lançou seu primeiro disco instrumental solo cujo o título é “Daniel Silveira - Bem Brasileiro”com algumas participações super especiais de alguns músicos e cantores consagrados da música brasileira como Toninho Horta, Ivan Lins,Thalles Roberto, Leonardo Amuedo, Ebinho Cardoso,Trifase dentre outros!! 

Atualmente, Daniel Silveira é produtor musical da dupla Matheus e Kauan, produziu o DVD na praia 1 “O Nosso Santo Bateu”, “Decide aí” e Matheus e Kauan na Praia 2 “Te Assumi Pro Brasil”, “Oitava Dose”.

SAIBA MAIS SOBRE DANIEL SILVEIRA:
https://www.facebook.com/danielsilveira.silveira.71?fref=ts
https://www.youtube.com/user/DanielwwwSilveira
https://www.instagram.com/danielwsilveira/
http://www.danielwsilveira.com.br/


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* Rafael Sanit é tecladista, Dj e produtor musical, endorsee das marcas Roland, Stay Music, Mac Cabos e Jones Jeans. Também trabalha como demonstrador de produtos Roland onde realiza treinamentos para consultores de lojas através de workshops e mantém uma coluna como colaborador na Revista Keyboard Brasil.



BATIDAS OU SONS BINAURAIS: VOCÊ SABE O QUE É?

PARTE 1
UMA ENORME DESCOBERTA QUE PODE MODIFICAR NOSSAS VIDAS VERDADEIRAMENTE E COMBATER DIVERSOS PROBLEMAS PSICOLÓGICOS E TAMBÉM FÍSICOS. ESTAMOS FALANDO SOBRE AS BATIDAS (OU SONS) BINAURAIS.
* Por Marcelo Dantas Fagundes

As Batidas Binaurais são batimentos sonoros numa determinada frequência que conseguem modificar o nosso cérebro tornando-o, por exemplo,  mais calmo, mais consciente, mais produtivo, mais atento, mais inteligente, criativo... Tudo de acordo com a frequência com que é usada.

Embora a criação de Batidas Binaurais só tenha sido possível através do avanço tecnológico nos últimos 100 anos ou mais, as culturas antigas estavam conscientes de como as frequências decorrentes de padrões de batidas repetitivas afetam o cérebro bem antes de a ciência moderna ser capaz de provar seus benefícios.

Naturalmente, nos séculos passados, as tribos não estavam cientes da ciência de como alterar as ondas cerebrais. O que sabiam era que o som consistente e rítmico tinha poderosos benefícios curativos e espirituais.

A ciência por detrás das Batidas Binaurais tem desempenhado um papel importante na interação social e desenvolvimento da maioria das culturas antigas, como mostrou a cientista Melinda Maxfield, PhD, ao conduzir uma pesquisa sobre os tambores usados durante rituais de culturas antigas.

Com essa pesquisa, descobriu-se que, em média, as batidas eram produzidas a uma taxa constante de 4,5 batimentos por segundo. Comprovou-se que esse padrão de batida consistente induz um estado de transe para o ouvinte porque o cérebro segue e produz ondas cerebrais a 4,5 Hz, que é um estado de ondas cerebrais de Theta, como você entenderá mais adiante.

Usando tambores repetitivos e cantando, monges tibetanos, xamãs nativos americanos, curandeiros hindus e mestres Yogis foram capazes de induzir estados de ondas cerebrais específicas para transcender a consciência, a cura, a concentração e o crescimento espiritual.

Esta ciência foi descoberta pela primeira vez em 1839 por um físico prussiano e meteorologista chamado Heinrich Wilhelm Dove. Foi só em 1973, que um biofísico chamado Gerald Oster trouxe a ciência para a comunidade científica através de um artigo acadêmico chamado "Auditive Beats In The Brain" (Scientific American, 1973). Em seu artigo, Oster concluiu: "É possível que alterações de comportamento fisiológico induzidas hormonalmente possam ser tornadas aparentes através da medição das Batidas Binaurais".

A pesquisa de Oster levou-o a acreditar que as Batidas Binaurais poderiam ser usadas para alterar o cérebro para estados específicos conducentes ao bem-estar. 

Vale à pena notar que, ao contrário da crença popular, Oster não inventou as batidas Binaurais. O fenômeno Batido Binaural é uma ciência natural que ocorre no cérebro, como Heinrich Wilhelm Dove descobriu 100 anos antes.

Somente nos últimos 40 anos os engenheiros de som e os cientistas conseguiram provar os pressupostos de Oster e demonstrar os benefícios de usar batidas binaurais em diferentes aspectos do desenvolvimento pessoal e bem-estar.

Os sons binaurais também foram estudados pela NASA por ser uma tecnologia eficaz e comprovada. Contudo, é uma técnica muito pouco divulgada no Brasil e com muito conteúdo para explorar.

Como agem?

Os sons ou batidas binaurais funcionam com sons transmitidos aos nossos ouvidos. Para que isto funcione, é necessário ouvi-los com uns headphones, uma vez que para haver eficácia cada ouvido receberá sons com diferentes Hertzs.

Vamos supor o seguinte exemplo:

O ouvido esquerdo ouve um som de 100hz, enquanto que o ouvido direito ouve o mesmo som com 107hz. Isto significa que se criou uma batida binaural de 7hz.

Como consequência, as ondas cerebrais irão seguir essas batidas. Sabendo que cada batida corresponde a um determinado estado cerebral, podemos manipular assim a nossa forma de estar. 

Por exemplo, se estamos agitados e com stress, podemos ouvir um som binaural com uma frequência baixa, para que as nossas ondas cerebrais correspondentes ao stress (ondas gama) diminuam a frequência para um estado de calma (ex: ondas alfa).

Por outro lado, se estamos demasiado calmos e necessitamos uma maior concentração, podemos aumentar as ondas cerebrais e otimiza-las para o estado que queremos por via dos sons binaurais.

Para que servem?

Você pode obter inúmeras utilidades, como o combate a depressão, redução do stress, aumento do hormônio do crescimento, aumentar a concentração, melhorar a memória e habilidades de aprendizagem, uma consciência mais aberta sobre a vida, controle do sono, controle de dores, vícios, e muitas outras doenças do homem moderno.

Estes sons são também muito interessantes para quem pratica meditação, pois com o seu auxílio, podemos atingir estados mais profundos, mais conscientes, e mais reparadores, como as poderosas ondas delta.

[...]  Continua na próxima edição.

SAIBA MAIS SOBRE BATIDAS BINAURAIS:
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* Marcelo Dantas Fagundes é músico, maestro, arranjador, compositor, pesquisador musical, escritor, professor, editor e membro da ABEMÚSICA (associação Brasileira de Música).